domingo, 3 de junho de 2018

O VIRTUOSISMO DE GABRIELA MONTERO QUE ME ARREBATA!

     Numa leve madrugada despida de sono, o sonho se torna real. Real e belo. Belo e comovente. Heróico, meigo e doce.
     É a presença de Gabriela Montero numa reportagem da Rede Minas de Televisão, no programa "Harmonia".
     Pianista ativista que - através da música e dos seus improvisos - empolga toda dor da sua amada Pátria, a infeliz Venezuela, elevando nosso espírito a mais pungentre definição do que seja o terror de um regime autoritário; comunista, capaz de levar um povo, uma nação ao holocausto.
     Vestida de otimismo, ainda tão jovem, empunhando a bandeira  de confraternização universal, estaca sua obra numa visão do próprio Criador, como oração!
      É a música que reza na mais pura linguagem, enquanto bem sucedida pela genialidade da artista. Linda criatura, suave, jamais escondendo a dor que assola o grande país vizinho, subjugado por um déspota que usurpa sua grandeza, tentando, em vão, transformá-lo em lixeira mundial. Mas, jamais vencendo a força do seu povo. Um povo que marca a história deste bloco americano, acima de tudo pela defesa dos princípios democráticos e cristãos que cultiva...
      Mister registrar que sua capital Caracas, ostenta um dos mais portentosos teatros líricos. Onde, outrora, nossa consagradíssima Diva Pieranti foi aclamada "a melhor intérprete de Carlos Gomes, em O Guarani".
       Das peças de Montero, de esplêndida  execução pianística, ela confirma  resistência ao chavismo de N.Maduro, com a obra "Ex-Pátria", comovendo às lágrimas  Bravíssima!  
       

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

RESGATE

Estimado Urbano: sem surpresa, todavia a emoção superou até mesmo a minha capacidade para evitar lágrimas. Mas,acabaram inevitáveis, diante de uma produção que considero excelente.Sob todos os aspectos brilhante, o texto é a expressão da verdade, sem ufanismo, ou ridículas mensagens com objetivos de enaltecimentos .Mas,inegável comprovação do mérito da artista, deveras talentosíssima,que, por si, evidencia sua importância no campo da música erudita no Brasil.Maria Helena, sobretudo humana, conviveu com o mais meigo e despretensioso propósito de "ser  a maior" ou a "única", sucessora de celebridades, enfim, ela se considerava ela própria.E Vocês, nessa proposta de raro conteúdo cultural, engrandecem o mérito dos que possuem  mérito.Dos que fizeram pela arte desta Terra de Santa Cruz o que de mais belo possui para se resgatar, preservar e divulgar.Transportei-me ao passado, vendo-me no convívio da mana, do seu marido, meu cunhado irmão Dálnio e do meu saudoso Pai, o maestro Francisco Buzelin"Praia Vermelha" ficou no coração e haverá de encantar a tantos quantos tenham o privilégio desta exuberante tese,cuja importância haverá de ilustrar mentalidades. Sobretudo aquelas qye  aspiram por nossa memória cultural,o mais  cristalino espelho da nossa identidade.Loas a todos Vocês que participaram deste video de perfeita enredação histórica, dicção primorosa da locutora,além da nitidez do piano e da voz.Posso visualizar Maria Helena Buzelin, meu pai Francisco Buzelin e o meu cunhado Dálnio  Teixeira Starling, seguramente na felicidade eterna, mais felizes e, como diria Guimarães Rosa, "encantados"!!! Bravos a Você Urbano e ao mestre, consagrado pianista Mauro Chantal. Loas à Escola de Música da UFMG, portentosa educadora, responsável pela formação do meu Pai, da mana e de tantos outros nomes que não devem se esquecidos.Parabéns, aguardando remessa da parte anterior que, afinal, não chegou -me como esperava...Noutras palavras, quero ver TUDO o que produzem, porque o que fazem  engrandece o meu sentimento pátrio, de um Brasil  que tanto amo. Deste Brasil poético, musical e encantador. Vale lembrar Eugênia Brahcer Lobo,autora de  "Minha Terra" "...minha terra tem.Tem uma índia morena, toda enfeitada de pena que v ive c antando ao luar...Minha terra tem.Tem a palavra SAÜDADE (com trema) que as outras terras não têm..."
altecimentos 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O VIRTUOSISMO DE REIN, LEMBRANDO O MAESTRO PRATES

            Não foi outra, senão a mais justa e comovedora , a homenagem  à memória do insigne maestro Carlos Eduardo Prates,ocorrida  recentemente no Teatro  Sesiminas. 

           Aclamado regente brasileiro, com expressivo prestígio internacional, desponta como referência   da Música Erudita,  na atualidade.

    Mineiro de Belo Horizonte, desde muito jovem, notabilizou-se por sua genialidade e conquistas amealhadas através de premiações de fôlego,em cogitados concursos.Na Alemanha, logo se fez notado por Herbert von Karajan, tendo regido a Pilarmônica de Berlin e celebridades como Jessie Normann.

     No entanto, seu carinhoso sentimento de brasilidade,fez com que retornasse ao convívio do nosso povo e, à frente de grandes orquestras, percorreu este imenso país, bem como empreendeu turnês pelo mundo, sob a empolgação de públicos e críticas, em geral.

       Como diria Guimarães Rosa, Prates não morreu.Tornou-se encantado...Eu diria, mais encantado!

  Haydèe Cintra Prates, por  incontestável “força motriz”,sustentou a grandeza do maestro,unindo-se a ele por admiração e amor.Pelas mãos da filha Tânia,festejada cantora, o condutor orquestral e violinista Michael Rein,seu marido;alemão de admirável carreira mundial,foi a atração de memorável noite de luz e beleza.O mínimo que se pode dizer do espetáculo, de fascinante repertório,mediante excelente interpretação, não só  do solista, como da Orquestra de Câmara do Sesi.

     Do austríaco Gustav  Mahler(l864-l911),adagietto em dó menor da “5ª Sinfonia”, conferida de modo absoluto pelo regente que alcançou sutilezas de meias tintas, assim como pujança,guardando todo intimismo romântico, não só pelo andamento, como pelo ritmo de complexa partitura.De profundo sentimentalismo,destaco as  intervenções da harpa e dos naipes de cordas,  sem que nenhuma percussão ofuscasse tamanha delicadeza, de puro lirismo.

    De Mendelssohn (l809-l847),integrado na proposta do gênio alemão, Michael Rein levou ao auge, o “Concerto para Violino e Cordas”, em  Ré Menor.Venceu galhardamente dificuldades, obtendo rqeuintado resultado.Performance que atingiu o clímax na dificílima obra do alemão F.Schubert(l797-l828),discorrendo sobre “Der Tod und das Mädchen”(A Morte da Donzela”.Peça de suprema riqueza melódica, em que a orquestra desenvolve temática em “fugas”, de imediatas e reiteradas entradas. Jamais perdendo quaisquer compassos,valorosos músicos integrantes da aludida orquestra,cumpriram com exatidão difícil desempenho, numa ostensiva confirmação da elogiável orientação do  titular da orquestra, maestro Marco Antônio Maia Drumond.

      Em suma, evento qualificado, inclusive pela elaboração visual do palco, com a projeção do rosto de Carlos Eduardo Prates, diante de um rio ou do mar, olhando para o infinito, visualizando o Criador.Belíssimo momento,ornamentado por palavras da acadêmica Yeda Prates Bernis, falando do festejado mano: “...tua batuta descansa no eterno.Da ponta de teus dedos ainda voam os pássaros?” Voam, e como voam, sempre em direção ao coração  da Humanidade, em louvor a Deus, posso afirmar!




quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A DESTRUIÇÃO DA PRAÇA SETE,MARCO CÍVICO DE BELO HORIZONTE

           As famigeradas " revitalizações" de logradouros de Belo Horizonte, sobretudo as praças, resultam numa degeneração paisagística.O mais expressivo exemplo , sem dúvida, é a Praça Sete de Setembro, referência histórica e cultural da Capital; centro cívico e, outrora, cartão postal.Hoje reduzida aos caos!
             Não basta impedir que seja espaço para vendedores ambulantes, ou reduto de pobres , quase miseráveis, que procuram, ali, colocar seus produtos artesanais, todavia, em condições de absoluta marginalização social. Carecem da atenção do poder municipal, portanto.
               A aludida "revitalização", projeto de governos municipais anteriores, é destituída do mais elementar dos  princípios de urbanização, na medida em que, simplesmente, conjuga um sem número de equipamentos que resultam na mais horrenda poluição visual. Postes de toda espécie; iluminação imprópria que joga foco de luz no pirulito, com graves prejuízos à visibilidade dos motoristas. Pintura inadequada esteticamente pelos asfaltos (aliás precárias),que, simplesmente, sujam mais do que orientam. Mas o pior é, mesmo, o diminuto e obsoleto pirulito que, de obelisco naõ pode ser chamado... Sujo,outrora maltratado por pichações, mas, agora, "vitrine" de panfletos e local que serve para desocupados descansarem, assentados na sua base.Feio, muito feio, até mesmo com algumas das suas áreas quebradas, etc, etc. para a capital do segundo maior Estado do país! Os postes que  o guarnecem, tiveram suas 4 luminárias de bronze e cristal(destruídas por vandalismo), substituídas, por um espécie de campânulas de vidro barato,em forma de bola.Ademais, apenas duas,remanescendo as bases de concreto, muito bonitas,desprovidas de acabamento, em relação às outras. 
             Era preciso que os nossos urbanistas visitassem o Rio de Janeiro e observassem a beleza da Cinelândia, com seus postes e sua iluminação feérica, a mesma de remotas épocas.Uma cidade que sabe preservar sua memória, digna de exemplo!
              Tenho falado e repito: as mesmas baboseiras vitimaram praças como a Raul Soares (vide os postes que mais parecem paus de fósforo) entortados e jecas,em substituição aos originais,dignos de uma das mais bonitas praças do país, pelo seu desenho e jardins de rosas,hoje mato e terra batida. Tudo "arrebentado", invadido e socialmente impraticável.Em que sua tradicional fonte luminosa a cores, não passa de vulgar repuxo e lago para uso dos infelizes moradores de rua lavarem roupas e tomarem banho.
                A Carlos Chagas que possuía uma pavimentação em pedra nobre,teve toda sua área substituída por uma espécie de alvenaria barata, constantemente suja! E o pior, é que o templo católico de Nossa Senhora de Fátima, acabou prejudicado, com a perda do seu adro(imprescindível a certos cultos e procissões), assim como do estacionameneto,  cuja  renda era destinada a projetos de benemerência.Simplesmente, o local se transformaou numa espécie de parque, diga-se de passagem, útil à sociedade  e ás crianças,o que,todavia, não deveria ter causado tanto prejuízo ao templo.
                 Com a chegada do reverendo Padre Fernando, aclamado pároco, desde a igreja Sto Inácio de Loyola, ocorre alguma melhoria, graças, inclusive, à sensibilidade que tem mostrado o alto comando da Polícia Militar, em cuidar dos interesses sociais  decorrrentes da praça que atende a uma população que contribui com a prefeitura.Todos pagam IPTU por imóveis de elevado valor, de bairros como Lourdes e Sto Agostinho.    
        
                  
AINDA SOBRE  O   QUEER MUSEUM, uma imoralidade decretada pela sociedade gaúcha e mineira.

A polêmica, postada neste blog, é sobre a vinda para Belo Horizonte  do que não se pode chamar de cultura e arte. Contudo, com incentivos fiscais aprovados pelo MINC e financiados pelo Banco Santander,em um milhão de reais!!!E o  que se sabe é que se trata de uma exposição pornográfica, vilipendiosa, que afeta a dignidade cristã, colocando o nosso Mestre Senhor Jesus Cristo, numa condição ridícula, debochada, inverídica, além de outros descalabros que assustam até mesmo aos mais libertinos! Mas, ao que se sabe também,é que o atual secretário municipal entende que tal exposição é, mesmo, fruto de pesquisa, configurando-se como cultura e arte.Espera-se que o sr.Kalliu, prefeito da cidade, desaprove a proposta, ou que a Câmara Municipal se manifeste contrariamente .A exposição, banida de Porto Alegre, ao que parece, terá lugar em Belo Horizonte.E, o  Santander já terá suspendido, pelo menos oitocentos mil reais do patrocínio(...)Fica a indagação: quem financiará a exposição em Belo Horizonte? Duvido que o Palácio das Artes, templo da música. das artes cênicas, cinematográficas e plásticas, se preste a atender tal demanda. Seria um prejuízo fatal para um dos mais aclamados teatros do Brasil, podem crer!!!
              Em suma, esta cidade que já está maltratado em seus logradouros tradicionais e milhões de problemas de toda ordem, não pode e nem deve financiar "proscrita e imunda" como tem sido chamada esta exposição que, de cultura e arte, nada  tem, em detrimento do atendimento de tantas necessidades essenciais. Não é assim que se trata das diversidades.O assunto merece respeito e avaliações por  pessoas credenciadas,tais como médicos, advogados, religiosos, sociólogos, filósofos, psicólogos, dentre outros.Do jeito que está, não passa de pilantragem vestida de boas intenções que levam aos Infernos.
Ouçamos o pronunciamento do senador Magno Malta:
https://youtu.be/pjFN8adCOI4

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

CASO DE MERA APLICAÇÃO DA LEI

http://diariofilosofico.midiasemmascara.org/sociedade/caso-santander-vilipendio-a-culto-e-ilegal-e-isso-basta/

Excrementos sobre o Rio Grande do Sul: QUEER MUSEUM

https://youtu.be/pjFN8adCOI4              https://youtu.be/7SY1eVybpCY 

O Rio Grande do Sul  não merece! Um Estado que desfruta de absoluta respeitabilidade,responsável por realizações artísticas  das mais elevadas conceituações culturais; cujo teatro lírico "Araújo Vianna"palco histórico de exuberantes encenações,de memoráveis performances do seu grande maestro Pablo Komlos e intérpretes da grandeza de uma Eni Camargo;centro que atrai celebridades de todo o mundo, a partir do nosso país, ostentando elogiável hegemonia que se estende por toda região de La Plata e capaz de firmar intercâmbio com o Colón, de Buenos  Ayres ,  enfim, tem a sua linda capital Porto Alegre considerada um dos maiores centros de cultura e arte,honrosa referência nacional.
Justamente  lá-como não seria justo em nenhum lugar-em decorrência de uma inconcebível aprovação pelaLei Rouanet,teve um execrável projeto, de considerável intenção pornográfica, patrocinado pelo Banco Santander, em um milhão de reais!!!
                   Na crise em que vivemos; nesta hora de um desastre econômico jamais imaginado, graças aos desmandos de governantes desonestos; com elevado índice  de desemprego e inúmeras famílias e pessoas em geral na mais cruenta das misérias,  espalhadas pelas ruas das grandes cidades;em que o índice de criminalidade aumenta desordenadamente; a corrupção invade consciências responsáveis pelo bem estar social,a saúde, educação, o saneamento, transporte, enfim, tudo,um projeto como este é executado em plena capital gaúcha. Uma desavergonhada das mais ilegítimas exposição de excrementos, jogados sobre a ´população honrada de Porto Alegre.Sob a farsa de uma falsa cultura,aludindo à diversidade comportamental do ser humano em relação ao sexo, nada mais é que uma espécie de "merda", como se fala na Rede Social.
                    No mínimo  atentado ao pudor, previsto no Código Penal como crime de ação pública, portanto, sujeito à denúncia pelo Ministério Público.Nos seus segmentos, decorrem atos de pedofilia, zoofilia ( ou bestialidade-sexo praticado com animais,) e o mais grave para o sentimento cristão, o vilipêndio a Jesus Cristo crucificado, com insinuações deveras execráveis! Tudo muito porco, nojento e fétido! Mas, financiado com dinheiro aprovado  pelo Ministério da Cultura!!! Justamente o Rio Grande do Sul,em fase de precariedade financeira,o primeiro da União a decretar calamidade pública, com dificuldades de, ao menos, custear despesas básicas e a quitação de folhas de servidores, além de sonegar compromissos firmados com fornecedores, ete. etc. etc.!!!Algo inconcebível até mesmo para as mais ingênuas das mentalidades.
                        Cultura? Que espécie de cultura?
                        Como se comenta na Internet, Gaudêncio Fidelis é o curador de tudo isto.E, ao que se pode deduzir, deve ter tido o apoio de  políticos influente no aludido Ministério...Falo isto, porque, nestes anos que se foram, coube a mim levar avante um projeto da memória de uma cantora lírica, sobejamente festejada noBrasil e, até mesmo nalguns países da Europa e nos Estados Unidos.Simplesmente,  ignorada pelos agentes daquele órgão público, nada vezes nada, foi obtido em favor da proposta. Uma proposta sem fins lucrativos, ademais muito modesta financeiramente,ainda que se referisse a uma das nossas maiores intérpretes.Coisa que ignoram, na medida que confundem "concertos" com "shows".Que não sabem o que seja uma ópera, um concerto sinfônico, uma cantata, um recital,ou tudo o que se refere  à música erudita. Noutro segmento de educação e cultura, triste destino tiveram projetos de idealistas que procuravam incentivos para editoria de bibliografia sobre ferrovia, com  estudos e análises referentes ao importante setor da nossa infraestrutura básica: o transporte.Sem a aprovação do governo e nenhum , ou quase nenhum patrocínio  é o que se sabe. Quanto à cantora, as despesas decorreram de recursos da própria família, com algum aporte, não muito expressivo, apenas da Cemig, após martirizante caminhada do captador...
               Sobre este  porco e indevido"museu", traduzido como "Museu da Bicha", a Cúria Metropolitana de Porto Alegre deveria, a meu ver, assumir uma postura enérgica e judicial contra tal manifestação, ofensiva ao Cristianismo.Sou da opinião que até mesmo o Papa Bento XVI deveria tomar conhecimento do fato, através  da aludida Cúria.

PELA ETERNA MEMÓRIA DE CARLOS EDUARDO PRATES

        Das Minas Gerais para o mundo, terá sido uma das mais  aclamadas revelações  da regência  de que tanto o Brasil se orgulha. Falecido há quatro anos, Carlos Eduardo Prates (l934-20l3) deixa  expressiva memória sustentada por raríssimo talento, em que sua predominante dedicação à música erudita, sem nenhuma dúvida, representa sustentáculo da nossa grandeza cultural.
      Dele guardo saudosa lembrança, desde os tempos em que , tão jovem, arrebatava o público ,empunhando a batuta, dominada  de modo incomum.E o prognóstico , naquela época, é que estávamos diante de um promissor regente. Mais que simples promessa, Prates subiu ao podium  da consagração internacional.E não foi outra, senão  sua aclamada permanência em Berlin,onde conquistou láureas por credenciados certames, nos quais obteve irrestrita aprovação de celebridades.Destas, destaca-se o emblemático ícone da condução orquestral,Herbert von karajan, cuja admiração pelo jovem Prates, constata-se da sua impressionante biografia, de inumeráveis glórias!
      Não foi outra a sua trajetória, senão a mais aclamada na Europa, até que, retornando ao Brasil, ostentou inesquecíveis performances , à frente de tantas e tantas das nossas mais robustas orquestras. Em Belo Horizonte, sua atuação transcorreu sempre lúcida, construtiva e absolutamente voltada para a erudição, sem quaisquer concessões. Pode-se afirmar que terá sido ele guardião de uma cultura, da mais elevada expressão, sem nenhuma pretensão.Mas, eivada da salutar vaidade de  realizar o que de melhor a música oferece.Assim, sua contribuição, além de intérprete, chegou  ao aprimoramento da educação de tantos quantos tiveram o privilégio  de assistir as suas apresentações. Formador de público, Prates no exercício de altas funções,sempre ofereceu o que de melhor se pode esperar de um artista.Nada  menos que notável!  
          Dedicou-se, além das peças orquestrais, ao gênero lírico, por vezes dirigindo óperas que ficaram na lembrança. Refiro-me, sobretudo, à apresentação da "Carmen"de Bizet, no Palácio das Artes que pude assistir, desde os ensaios. Impressionava-me vê-lo , com inusitada energia e delicadeza,orientar , inclusive os cantores,com o cuidado de que nenhum prejuízo lhes pudesse causar os instrumentos, às vezes protuberantes,ofuscando vozes menos robustas.Era, por assim dizer, um perfeccionista, capaz de esculpir a interpretação, como Michelangelo em relação à fria marmor de Carrara!
           Ao lado da sua esposa Haydèe Cintra-das mais requintadas penas da nossa crítica jornalística-construiu verdadeiro império de cultura e arte. Uma casa, na rua Domingos Vieira, digna de  preservação, com seu portentoso espaço ocupado ,literalmente, por sugestivas imagens de momentos vivenciados pelo casal em sua trajetória, da qual ela desponta responsável por um fôlego jamais igualado, em que o entusiasmo , até hoje, preenche sua personalidade de singulares virtudes.Como se muito não fosse, sua filha Tânia,linda criatura, de sensibilidade e vocação para o canto, desfruta de prestígio fora do Brasil.E,como se não bastasse, Prates e Haydèe podem se sentir coroados, também, pelo genro Michael Rein que nesta oportunidade, estará conosco no esperado  concerto em homenagem póstuma ao sogro. De onde estiver, certamente nas falanges celestiais, Carlos Eduardo Prates bradará loas e hosanas a um evento de tal beleza. Estou certo disto!
           VAMOS TODOS PRESTIGIAR!!!



           UM EVENTO IMPERDÍVEL

            Será no próximo dia 20, às 20h00,no Teatro Sesiminas, através do tradicional e magnífico projeto"Sempre às Quartas".
             A grande atração é o violinista e regente  alemão  Michael Rein  que virá especialmente para homenagem à memória do  maestro Carlos Eduardo Prates, falecido  há quatro anos.
              Na oportunidade, a conclamada Orquestra do Sesiminas terá como solista o virtuoso violinista Michael Rein,também regente.
               O  programa, de altíssima qualificação, se compõe de algumas peças da preferência de Eduardo Prates.
                Na primeira parte, "Adagietto" da 5a.Sinfonia de G.Mahler e o Concerto para Violino e Cordas, em Ré-maior, de F.Mendelssohn. Na segunda parte, Quarteto "De Tod unda das Madchen", de F.Schubert.
                 Sem sombra de dúvidas, trata-se de um programa de supremo bom gosto,em que a festejada composição de Mendelssohn foi descoberta em l95l,  pelo violinista Yehudi Minuhin.Algo deveras fascinante!

                 YEDA PRATES BERNIS

          Admirável por  sua antologia poética, a imortal  Yeda Prates Bernis, membro de várias academias de letras,irmã do maestro Prates,escreve inspirada página, em que  fala do irmão:
           "SINFONIA 
Maestro
tuas mãos  estão inertes,
elas despertavam a Beleza
para iluminar o mundo.
As reverberações
dos infinitos aplausos
ainda ecoam no espaço.
Saíste de cena.
Tua batuta descansa no eterno.
Da ponta de teus dedos, ainda voam pássaros?"                 
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O VIRTUOSISMO DE GABRIELA MONTERO QUE ME ARREBATA!

     Numa leve madrugada despida de sono, o sonho se torna real. Real e belo. Belo e comovente. Heróico, meigo e doce.      É a presença ...