O RETORNO Parafraseando o poeta, "depois de um longo e tenebroso inverno..." retorno a este blogger, inspirado que sou pelo que é bom e duradouro. Pelo que deve ser dito, apreciado e valorizado. Refiro-me à mais erudita forma cultural, seja na música, na poesia, nas artes plásticas, enfim em toda e qualquer manifestação da beleza. E lembro-me, como sempre o faço, do emérito filósofo Moacyr Laterza afirmando ser arte, o que emociona.E, emocionar, é arrebatar a sensibilidade, jogando-a à extasia, palavra que sabiamentre explorava para exprimir o indefinível, o que não se define falando, mas o que vai à mais profunda estratificação da alma...Deixo de lado o prólogo, entrando no assunto que tanto me empolga. Refiro-me a dois poetas das nossas plagas montanhesas.Ambos ornamentados da sensibilidade que lhes tem sido peculiar, sem quaisquer pretensões, senão a única e exclusiva de colocar o próprio coração em sua obra.Estou falando de um dos príncipes da nossa literatura. Um jovem encantador, capaz de ornamentar avida, pela grandeza de um verve lírica e romântica, a qual ele adota e comprova valor.A referência é para PETRÔNIO SOUZA GONÇALVES,em "Braço de rio,pedaço de mar"
Já se foi no tempo o que me parecia presente e eterno.Só no jornal "Hoje em Dia"muito,deixei da minha vida, contemplado por críticas ali publicadas.Esgotaram-se os méritos pela sanha de um redator recém chegado." ... o que você escreve, não se usa mais".Eis a sentença prolatada de martelo cruel contra o meu ideal.De um ideal fomentado, em que os artistas o alimentam com manifestações, tais como esta que tanto me empolga,oferecida pelas mãos de Petrônio. No mesmo diapasão de beleza, reaparece MARA VALENTINA, tão valente como maravilhosa.Desta vez, em "Teresinha", numa ode à mais santa das santas,envolvendo letras musicais e arrebatadora correlação a sua própria inspiração. Páginas de inexpugnável soberania, em que a escritora reedita intelectualidade vernacular.Que transforma verbetes em notas musicais,tangentes ao Criador!
O PALÁCIO DAS ARTES,UMA DAS RAZÕES DA MINHA VIDA- o nosso teatro lírico que desde a minha adolescência, chamava-me a atenção, por suas inacabadas estruturas em ruínas,na promessa de um grandioso palco.E, deveras,o sonho se concretizou, graças ao governador de Minas dr.Israel Pinheiro e ao saudoso engenheiro e cantor Pery Rocha França.Inaugurado em l970, salvo engano, sempre se destacou nacionalmente por suas montagens de famosas óperas, grandiosos concertos sinfônicos e o balé.
Dias atrás, após tanto tempo ausente, fui levado por minha neta para assistir a uma aparesentação de bailarinos russos. Qual foi a minha decepção! Uma provinciana encenação, em desacordo com a importância daquele nobilíssimo espaço, marcou suprema decadência. Tudo muito pobre, sob o som de um desarticulado sistema de gravação sem nenhuma remasterização, irritando os mais embrutecidos ouvidos.Esperava-se uma orquestra, como ocorre nos teatros do gênero. Algo, deveras, abaixo de quaisquer das mais execráveis críticas.Ademais maltratado, com as poltronas e tapetes manchados, o templo da música erudita, parecia abandonado... Lamentavelmente, ainda, um espetáculo improvisado, de péssima concepção e iluminação da pior qualidade.Os jovens instérpretes, de nacionalidade russa, longe estiveram do mínimo que deles pudéssemos esperar. Ao que tudo demonstraram, não passam de estagiários de alguma escola, ligada a algum teatro qualquer da velha Rússia.
Resenha cultural e erudita; resgate memorial e atualização contemporânea
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
domingo, 3 de junho de 2018
O VIRTUOSISMO DE GABRIELA MONTERO QUE ME ARREBATA!
Numa leve madrugada despida de sono, o sonho se torna real. Real e belo. Belo e comovente. Heróico, meigo e doce.
É a presença de Gabriela Montero numa reportagem da Rede Minas de Televisão, no programa "Harmonia".
Pianista ativista que - através da música e dos seus improvisos - empolga toda dor da sua amada Pátria, a infeliz Venezuela, elevando nosso espírito a mais pungentre definição do que seja o terror de um regime autoritário; comunista, capaz de levar um povo, uma nação ao holocausto.
Vestida de otimismo, ainda tão jovem, empunhando a bandeira de confraternização universal, estaca sua obra numa visão do próprio Criador, como oração!
É a música que reza na mais pura linguagem, enquanto bem sucedida pela genialidade da artista. Linda criatura, suave, jamais escondendo a dor que assola o grande país vizinho, subjugado por um déspota que usurpa sua grandeza, tentando, em vão, transformá-lo em lixeira mundial. Mas, jamais vencendo a força do seu povo. Um povo que marca a história deste bloco americano, acima de tudo pela defesa dos princípios democráticos e cristãos que cultiva...
Mister registrar que sua capital Caracas, ostenta um dos mais portentosos teatros líricos. Onde, outrora, nossa consagradíssima Diva Pieranti foi aclamada "a melhor intérprete de Carlos Gomes, em O Guarani".
Das peças de Montero, de esplêndida execução pianística, ela confirma resistência ao chavismo de N.Maduro, com a obra "Ex-Pátria", comovendo às lágrimas Bravíssima!
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
RESGATE
Estimado Urbano: sem surpresa, todavia a emoção superou até mesmo a minha capacidade para evitar lágrimas. Mas,acabaram inevitáveis, diante de uma produção que considero excelente.Sob todos os aspectos brilhante, o texto é a expressão da verdade, sem ufanismo, ou ridículas mensagens com objetivos de enaltecimentos .Mas,inegável comprovação do mérito da artista, deveras talentosíssima,que, por si, evidencia sua importância no campo da música erudita no Brasil.Maria Helena, sobretudo humana, conviveu com o mais meigo e despretensioso propósito de "ser a maior" ou a "única", sucessora de celebridades, enfim, ela se considerava ela própria.E Vocês, nessa proposta de raro conteúdo cultural, engrandecem o mérito dos que possuem mérito.Dos que fizeram pela arte desta Terra de Santa Cruz o que de mais belo possui para se resgatar, preservar e divulgar.Transportei-me ao passado, vendo-me no convívio da mana, do seu marido, meu cunhado irmão Dálnio e do meu saudoso Pai, o maestro Francisco Buzelin"Praia Vermelha" ficou no coração e haverá de encantar a tantos quantos tenham o privilégio desta exuberante tese,cuja importância haverá de ilustrar mentalidades. Sobretudo aquelas qye aspiram por nossa memória cultural,o mais cristalino espelho da nossa identidade.Loas a todos Vocês que participaram deste video de perfeita enredação histórica, dicção primorosa da locutora,além da nitidez do piano e da voz.Posso visualizar Maria Helena Buzelin, meu pai Francisco Buzelin e o meu cunhado Dálnio Teixeira Starling, seguramente na felicidade eterna, mais felizes e, como diria Guimarães Rosa, "encantados"!!! Bravos a Você Urbano e ao mestre, consagrado pianista Mauro Chantal. Loas à Escola de Música da UFMG, portentosa educadora, responsável pela formação do meu Pai, da mana e de tantos outros nomes que não devem se esquecidos.Parabéns, aguardando remessa da parte anterior que, afinal, não chegou -me como esperava...Noutras palavras, quero ver TUDO o que produzem, porque o que fazem engrandece o meu sentimento pátrio, de um Brasil que tanto amo. Deste Brasil poético, musical e encantador. Vale lembrar Eugênia Brahcer Lobo,autora de "Minha Terra" "...minha terra tem.Tem uma índia morena, toda enfeitada de pena que v ive c antando ao luar...Minha terra tem.Tem a palavra SAÜDADE (com trema) que as outras terras não têm..."
altecimentos
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
O VIRTUOSISMO DE REIN, LEMBRANDO O MAESTRO PRATES
Não foi outra,
senão a mais justa e comovedora , a homenagem
à memória do insigne maestro Carlos Eduardo Prates,ocorrida recentemente no Teatro Sesiminas.
Aclamado regente
brasileiro, com expressivo prestígio internacional, desponta como referência da
Música Erudita, na atualidade.
Mineiro de Belo
Horizonte, desde muito jovem, notabilizou-se por sua genialidade e conquistas
amealhadas através de premiações de fôlego,em cogitados concursos.Na Alemanha,
logo se fez notado por Herbert von Karajan, tendo regido a Pilarmônica de
Berlin e celebridades como Jessie Normann.
No entanto,
seu carinhoso sentimento de brasilidade,fez com que retornasse ao convívio do
nosso povo e, à frente de grandes orquestras, percorreu este imenso país, bem
como empreendeu turnês pelo mundo, sob a empolgação de públicos e críticas, em
geral.
Como diria
Guimarães Rosa, Prates não morreu.Tornou-se encantado...Eu diria, mais
encantado!
Haydèe Cintra Prates, por incontestável “força motriz”,sustentou a
grandeza do maestro,unindo-se a ele por admiração e amor.Pelas mãos da filha
Tânia,festejada cantora, o condutor orquestral e violinista Michael Rein,seu
marido;alemão de admirável carreira mundial,foi a atração de memorável noite de
luz e beleza.O mínimo que se pode dizer do espetáculo, de fascinante
repertório,mediante excelente interpretação, não só do solista, como da Orquestra de Câmara do
Sesi.
Do austríaco
Gustav Mahler(l864-l911),adagietto em dó
menor da “5ª Sinfonia”, conferida de modo absoluto pelo regente que alcançou
sutilezas de meias tintas, assim como pujança,guardando todo intimismo
romântico, não só pelo andamento, como pelo ritmo de complexa partitura.De
profundo sentimentalismo,destaco as
intervenções da harpa e dos naipes de cordas, sem que nenhuma percussão ofuscasse tamanha
delicadeza, de puro lirismo.
De Mendelssohn
(l809-l847),integrado na proposta do gênio alemão, Michael Rein levou ao auge,
o “Concerto para Violino e Cordas”, em
Ré Menor.Venceu galhardamente dificuldades, obtendo rqeuintado
resultado.Performance que atingiu o clímax na dificílima obra do alemão
F.Schubert(l797-l828),discorrendo sobre “Der Tod und das Mädchen”(A Morte da
Donzela”.Peça de suprema riqueza melódica, em que a orquestra desenvolve
temática em “fugas”, de imediatas e reiteradas entradas. Jamais perdendo
quaisquer compassos,valorosos músicos integrantes da aludida
orquestra,cumpriram com exatidão difícil desempenho, numa ostensiva confirmação
da elogiável orientação do titular da
orquestra, maestro Marco Antônio Maia Drumond.
Em suma,
evento qualificado, inclusive pela elaboração visual do palco, com a projeção
do rosto de Carlos Eduardo Prates, diante de um rio ou do mar, olhando para o
infinito, visualizando o Criador.Belíssimo momento,ornamentado por palavras da
acadêmica Yeda Prates Bernis, falando do festejado mano: “...tua batuta
descansa no eterno.Da ponta de teus dedos ainda voam os pássaros?” Voam, e como
voam, sempre em direção ao coração da
Humanidade, em louvor a Deus, posso afirmar!
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
A DESTRUIÇÃO DA PRAÇA SETE,MARCO CÍVICO DE BELO HORIZONTE
As famigeradas " revitalizações" de logradouros de Belo Horizonte, sobretudo as praças, resultam numa degeneração paisagística.O mais expressivo exemplo , sem dúvida, é a Praça Sete de Setembro, referência histórica e cultural da Capital; centro cívico e, outrora, cartão postal.Hoje reduzida aos caos!
Não basta impedir que seja espaço para vendedores ambulantes, ou reduto de pobres , quase miseráveis, que procuram, ali, colocar seus produtos artesanais, todavia, em condições de absoluta marginalização social. Carecem da atenção do poder municipal, portanto.
A aludida "revitalização", projeto de governos municipais anteriores, é destituída do mais elementar dos princípios de urbanização, na medida em que, simplesmente, conjuga um sem número de equipamentos que resultam na mais horrenda poluição visual. Postes de toda espécie; iluminação imprópria que joga foco de luz no pirulito, com graves prejuízos à visibilidade dos motoristas. Pintura inadequada esteticamente pelos asfaltos (aliás precárias),que, simplesmente, sujam mais do que orientam. Mas o pior é, mesmo, o diminuto e obsoleto pirulito que, de obelisco naõ pode ser chamado... Sujo,outrora maltratado por pichações, mas, agora, "vitrine" de panfletos e local que serve para desocupados descansarem, assentados na sua base.Feio, muito feio, até mesmo com algumas das suas áreas quebradas, etc, etc. para a capital do segundo maior Estado do país! Os postes que o guarnecem, tiveram suas 4 luminárias de bronze e cristal(destruídas por vandalismo), substituídas, por um espécie de campânulas de vidro barato,em forma de bola.Ademais, apenas duas,remanescendo as bases de concreto, muito bonitas,desprovidas de acabamento, em relação às outras.
Era preciso que os nossos urbanistas visitassem o Rio de Janeiro e observassem a beleza da Cinelândia, com seus postes e sua iluminação feérica, a mesma de remotas épocas.Uma cidade que sabe preservar sua memória, digna de exemplo!
Tenho falado e repito: as mesmas baboseiras vitimaram praças como a Raul Soares (vide os postes que mais parecem paus de fósforo) entortados e jecas,em substituição aos originais,dignos de uma das mais bonitas praças do país, pelo seu desenho e jardins de rosas,hoje mato e terra batida. Tudo "arrebentado", invadido e socialmente impraticável.Em que sua tradicional fonte luminosa a cores, não passa de vulgar repuxo e lago para uso dos infelizes moradores de rua lavarem roupas e tomarem banho.
A Carlos Chagas que possuía uma pavimentação em pedra nobre,teve toda sua área substituída por uma espécie de alvenaria barata, constantemente suja! E o pior, é que o templo católico de Nossa Senhora de Fátima, acabou prejudicado, com a perda do seu adro(imprescindível a certos cultos e procissões), assim como do estacionameneto, cuja renda era destinada a projetos de benemerência.Simplesmente, o local se transformaou numa espécie de parque, diga-se de passagem, útil à sociedade e ás crianças,o que,todavia, não deveria ter causado tanto prejuízo ao templo.
Com a chegada do reverendo Padre Fernando, aclamado pároco, desde a igreja Sto Inácio de Loyola, ocorre alguma melhoria, graças, inclusive, à sensibilidade que tem mostrado o alto comando da Polícia Militar, em cuidar dos interesses sociais decorrrentes da praça que atende a uma população que contribui com a prefeitura.Todos pagam IPTU por imóveis de elevado valor, de bairros como Lourdes e Sto Agostinho.
AINDA SOBRE O QUEER MUSEUM, uma imoralidade decretada pela sociedade gaúcha e mineira.
A polêmica, postada neste blog, é sobre a vinda para Belo Horizonte do que não se pode chamar de cultura e arte. Contudo, com incentivos fiscais aprovados pelo MINC e financiados pelo Banco Santander,em um milhão de reais!!!E o que se sabe é que se trata de uma exposição pornográfica, vilipendiosa, que afeta a dignidade cristã, colocando o nosso Mestre Senhor Jesus Cristo, numa condição ridícula, debochada, inverídica, além de outros descalabros que assustam até mesmo aos mais libertinos! Mas, ao que se sabe também,é que o atual secretário municipal entende que tal exposição é, mesmo, fruto de pesquisa, configurando-se como cultura e arte.Espera-se que o sr.Kalliu, prefeito da cidade, desaprove a proposta, ou que a Câmara Municipal se manifeste contrariamente .A exposição, banida de Porto Alegre, ao que parece, terá lugar em Belo Horizonte.E, o Santander já terá suspendido, pelo menos oitocentos mil reais do patrocínio(...)Fica a indagação: quem financiará a exposição em Belo Horizonte? Duvido que o Palácio das Artes, templo da música. das artes cênicas, cinematográficas e plásticas, se preste a atender tal demanda. Seria um prejuízo fatal para um dos mais aclamados teatros do Brasil, podem crer!!!
Em suma, esta cidade que já está maltratado em seus logradouros tradicionais e milhões de problemas de toda ordem, não pode e nem deve financiar "proscrita e imunda" como tem sido chamada esta exposição que, de cultura e arte, nada tem, em detrimento do atendimento de tantas necessidades essenciais. Não é assim que se trata das diversidades.O assunto merece respeito e avaliações por pessoas credenciadas,tais como médicos, advogados, religiosos, sociólogos, filósofos, psicólogos, dentre outros.Do jeito que está, não passa de pilantragem vestida de boas intenções que levam aos Infernos.
Ouçamos o pronunciamento do senador Magno Malta:
https://youtu.be/pjFN8adCOI4
"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""
Não basta impedir que seja espaço para vendedores ambulantes, ou reduto de pobres , quase miseráveis, que procuram, ali, colocar seus produtos artesanais, todavia, em condições de absoluta marginalização social. Carecem da atenção do poder municipal, portanto.
A aludida "revitalização", projeto de governos municipais anteriores, é destituída do mais elementar dos princípios de urbanização, na medida em que, simplesmente, conjuga um sem número de equipamentos que resultam na mais horrenda poluição visual. Postes de toda espécie; iluminação imprópria que joga foco de luz no pirulito, com graves prejuízos à visibilidade dos motoristas. Pintura inadequada esteticamente pelos asfaltos (aliás precárias),que, simplesmente, sujam mais do que orientam. Mas o pior é, mesmo, o diminuto e obsoleto pirulito que, de obelisco naõ pode ser chamado... Sujo,outrora maltratado por pichações, mas, agora, "vitrine" de panfletos e local que serve para desocupados descansarem, assentados na sua base.Feio, muito feio, até mesmo com algumas das suas áreas quebradas, etc, etc. para a capital do segundo maior Estado do país! Os postes que o guarnecem, tiveram suas 4 luminárias de bronze e cristal(destruídas por vandalismo), substituídas, por um espécie de campânulas de vidro barato,em forma de bola.Ademais, apenas duas,remanescendo as bases de concreto, muito bonitas,desprovidas de acabamento, em relação às outras.
Era preciso que os nossos urbanistas visitassem o Rio de Janeiro e observassem a beleza da Cinelândia, com seus postes e sua iluminação feérica, a mesma de remotas épocas.Uma cidade que sabe preservar sua memória, digna de exemplo!
Tenho falado e repito: as mesmas baboseiras vitimaram praças como a Raul Soares (vide os postes que mais parecem paus de fósforo) entortados e jecas,em substituição aos originais,dignos de uma das mais bonitas praças do país, pelo seu desenho e jardins de rosas,hoje mato e terra batida. Tudo "arrebentado", invadido e socialmente impraticável.Em que sua tradicional fonte luminosa a cores, não passa de vulgar repuxo e lago para uso dos infelizes moradores de rua lavarem roupas e tomarem banho.
A Carlos Chagas que possuía uma pavimentação em pedra nobre,teve toda sua área substituída por uma espécie de alvenaria barata, constantemente suja! E o pior, é que o templo católico de Nossa Senhora de Fátima, acabou prejudicado, com a perda do seu adro(imprescindível a certos cultos e procissões), assim como do estacionameneto, cuja renda era destinada a projetos de benemerência.Simplesmente, o local se transformaou numa espécie de parque, diga-se de passagem, útil à sociedade e ás crianças,o que,todavia, não deveria ter causado tanto prejuízo ao templo.
Com a chegada do reverendo Padre Fernando, aclamado pároco, desde a igreja Sto Inácio de Loyola, ocorre alguma melhoria, graças, inclusive, à sensibilidade que tem mostrado o alto comando da Polícia Militar, em cuidar dos interesses sociais decorrrentes da praça que atende a uma população que contribui com a prefeitura.Todos pagam IPTU por imóveis de elevado valor, de bairros como Lourdes e Sto Agostinho.
AINDA SOBRE O QUEER MUSEUM, uma imoralidade decretada pela sociedade gaúcha e mineira.
A polêmica, postada neste blog, é sobre a vinda para Belo Horizonte do que não se pode chamar de cultura e arte. Contudo, com incentivos fiscais aprovados pelo MINC e financiados pelo Banco Santander,em um milhão de reais!!!E o que se sabe é que se trata de uma exposição pornográfica, vilipendiosa, que afeta a dignidade cristã, colocando o nosso Mestre Senhor Jesus Cristo, numa condição ridícula, debochada, inverídica, além de outros descalabros que assustam até mesmo aos mais libertinos! Mas, ao que se sabe também,é que o atual secretário municipal entende que tal exposição é, mesmo, fruto de pesquisa, configurando-se como cultura e arte.Espera-se que o sr.Kalliu, prefeito da cidade, desaprove a proposta, ou que a Câmara Municipal se manifeste contrariamente .A exposição, banida de Porto Alegre, ao que parece, terá lugar em Belo Horizonte.E, o Santander já terá suspendido, pelo menos oitocentos mil reais do patrocínio(...)Fica a indagação: quem financiará a exposição em Belo Horizonte? Duvido que o Palácio das Artes, templo da música. das artes cênicas, cinematográficas e plásticas, se preste a atender tal demanda. Seria um prejuízo fatal para um dos mais aclamados teatros do Brasil, podem crer!!!
Em suma, esta cidade que já está maltratado em seus logradouros tradicionais e milhões de problemas de toda ordem, não pode e nem deve financiar "proscrita e imunda" como tem sido chamada esta exposição que, de cultura e arte, nada tem, em detrimento do atendimento de tantas necessidades essenciais. Não é assim que se trata das diversidades.O assunto merece respeito e avaliações por pessoas credenciadas,tais como médicos, advogados, religiosos, sociólogos, filósofos, psicólogos, dentre outros.Do jeito que está, não passa de pilantragem vestida de boas intenções que levam aos Infernos.
Ouçamos o pronunciamento do senador Magno Malta:
https://youtu.be/pjFN8adCOI4
"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Excrementos sobre o Rio Grande do Sul: QUEER MUSEUM
https://youtu.be/pjFN8adCOI4 https://youtu.be/7SY1eVybpCY
O Rio Grande do Sul não merece! Um Estado que desfruta de absoluta respeitabilidade,responsável por realizações artísticas das mais elevadas conceituações culturais; cujo teatro lírico "Araújo Vianna"palco histórico de exuberantes encenações,de memoráveis performances do seu grande maestro Pablo Komlos e intérpretes da grandeza de uma Eni Camargo;centro que atrai celebridades de todo o mundo, a partir do nosso país, ostentando elogiável hegemonia que se estende por toda região de La Plata e capaz de firmar intercâmbio com o Colón, de Buenos Ayres , enfim, tem a sua linda capital Porto Alegre considerada um dos maiores centros de cultura e arte,honrosa referência nacional.
Justamente lá-como não seria justo em nenhum lugar-em decorrência de uma inconcebível aprovação pelaLei Rouanet,teve um execrável projeto, de considerável intenção pornográfica, patrocinado pelo Banco Santander, em um milhão de reais!!!
Na crise em que vivemos; nesta hora de um desastre econômico jamais imaginado, graças aos desmandos de governantes desonestos; com elevado índice de desemprego e inúmeras famílias e pessoas em geral na mais cruenta das misérias, espalhadas pelas ruas das grandes cidades;em que o índice de criminalidade aumenta desordenadamente; a corrupção invade consciências responsáveis pelo bem estar social,a saúde, educação, o saneamento, transporte, enfim, tudo,um projeto como este é executado em plena capital gaúcha. Uma desavergonhada das mais ilegítimas exposição de excrementos, jogados sobre a ´população honrada de Porto Alegre.Sob a farsa de uma falsa cultura,aludindo à diversidade comportamental do ser humano em relação ao sexo, nada mais é que uma espécie de "merda", como se fala na Rede Social.
No mínimo atentado ao pudor, previsto no Código Penal como crime de ação pública, portanto, sujeito à denúncia pelo Ministério Público.Nos seus segmentos, decorrem atos de pedofilia, zoofilia ( ou bestialidade-sexo praticado com animais,) e o mais grave para o sentimento cristão, o vilipêndio a Jesus Cristo crucificado, com insinuações deveras execráveis! Tudo muito porco, nojento e fétido! Mas, financiado com dinheiro aprovado pelo Ministério da Cultura!!! Justamente o Rio Grande do Sul,em fase de precariedade financeira,o primeiro da União a decretar calamidade pública, com dificuldades de, ao menos, custear despesas básicas e a quitação de folhas de servidores, além de sonegar compromissos firmados com fornecedores, ete. etc. etc.!!!Algo inconcebível até mesmo para as mais ingênuas das mentalidades.
Cultura? Que espécie de cultura?
Como se comenta na Internet, Gaudêncio Fidelis é o curador de tudo isto.E, ao que se pode deduzir, deve ter tido o apoio de políticos influente no aludido Ministério...Falo isto, porque, nestes anos que se foram, coube a mim levar avante um projeto da memória de uma cantora lírica, sobejamente festejada noBrasil e, até mesmo nalguns países da Europa e nos Estados Unidos.Simplesmente, ignorada pelos agentes daquele órgão público, nada vezes nada, foi obtido em favor da proposta. Uma proposta sem fins lucrativos, ademais muito modesta financeiramente,ainda que se referisse a uma das nossas maiores intérpretes.Coisa que ignoram, na medida que confundem "concertos" com "shows".Que não sabem o que seja uma ópera, um concerto sinfônico, uma cantata, um recital,ou tudo o que se refere à música erudita. Noutro segmento de educação e cultura, triste destino tiveram projetos de idealistas que procuravam incentivos para editoria de bibliografia sobre ferrovia, com estudos e análises referentes ao importante setor da nossa infraestrutura básica: o transporte.Sem a aprovação do governo e nenhum , ou quase nenhum patrocínio é o que se sabe. Quanto à cantora, as despesas decorreram de recursos da própria família, com algum aporte, não muito expressivo, apenas da Cemig, após martirizante caminhada do captador...
Sobre este porco e indevido"museu", traduzido como "Museu da Bicha", a Cúria Metropolitana de Porto Alegre deveria, a meu ver, assumir uma postura enérgica e judicial contra tal manifestação, ofensiva ao Cristianismo.Sou da opinião que até mesmo o Papa Bento XVI deveria tomar conhecimento do fato, através da aludida Cúria.
O Rio Grande do Sul não merece! Um Estado que desfruta de absoluta respeitabilidade,responsável por realizações artísticas das mais elevadas conceituações culturais; cujo teatro lírico "Araújo Vianna"palco histórico de exuberantes encenações,de memoráveis performances do seu grande maestro Pablo Komlos e intérpretes da grandeza de uma Eni Camargo;centro que atrai celebridades de todo o mundo, a partir do nosso país, ostentando elogiável hegemonia que se estende por toda região de La Plata e capaz de firmar intercâmbio com o Colón, de Buenos Ayres , enfim, tem a sua linda capital Porto Alegre considerada um dos maiores centros de cultura e arte,honrosa referência nacional.
Justamente lá-como não seria justo em nenhum lugar-em decorrência de uma inconcebível aprovação pelaLei Rouanet,teve um execrável projeto, de considerável intenção pornográfica, patrocinado pelo Banco Santander, em um milhão de reais!!!
Na crise em que vivemos; nesta hora de um desastre econômico jamais imaginado, graças aos desmandos de governantes desonestos; com elevado índice de desemprego e inúmeras famílias e pessoas em geral na mais cruenta das misérias, espalhadas pelas ruas das grandes cidades;em que o índice de criminalidade aumenta desordenadamente; a corrupção invade consciências responsáveis pelo bem estar social,a saúde, educação, o saneamento, transporte, enfim, tudo,um projeto como este é executado em plena capital gaúcha. Uma desavergonhada das mais ilegítimas exposição de excrementos, jogados sobre a ´população honrada de Porto Alegre.Sob a farsa de uma falsa cultura,aludindo à diversidade comportamental do ser humano em relação ao sexo, nada mais é que uma espécie de "merda", como se fala na Rede Social.
No mínimo atentado ao pudor, previsto no Código Penal como crime de ação pública, portanto, sujeito à denúncia pelo Ministério Público.Nos seus segmentos, decorrem atos de pedofilia, zoofilia ( ou bestialidade-sexo praticado com animais,) e o mais grave para o sentimento cristão, o vilipêndio a Jesus Cristo crucificado, com insinuações deveras execráveis! Tudo muito porco, nojento e fétido! Mas, financiado com dinheiro aprovado pelo Ministério da Cultura!!! Justamente o Rio Grande do Sul,em fase de precariedade financeira,o primeiro da União a decretar calamidade pública, com dificuldades de, ao menos, custear despesas básicas e a quitação de folhas de servidores, além de sonegar compromissos firmados com fornecedores, ete. etc. etc.!!!Algo inconcebível até mesmo para as mais ingênuas das mentalidades.
Cultura? Que espécie de cultura?
Como se comenta na Internet, Gaudêncio Fidelis é o curador de tudo isto.E, ao que se pode deduzir, deve ter tido o apoio de políticos influente no aludido Ministério...Falo isto, porque, nestes anos que se foram, coube a mim levar avante um projeto da memória de uma cantora lírica, sobejamente festejada noBrasil e, até mesmo nalguns países da Europa e nos Estados Unidos.Simplesmente, ignorada pelos agentes daquele órgão público, nada vezes nada, foi obtido em favor da proposta. Uma proposta sem fins lucrativos, ademais muito modesta financeiramente,ainda que se referisse a uma das nossas maiores intérpretes.Coisa que ignoram, na medida que confundem "concertos" com "shows".Que não sabem o que seja uma ópera, um concerto sinfônico, uma cantata, um recital,ou tudo o que se refere à música erudita. Noutro segmento de educação e cultura, triste destino tiveram projetos de idealistas que procuravam incentivos para editoria de bibliografia sobre ferrovia, com estudos e análises referentes ao importante setor da nossa infraestrutura básica: o transporte.Sem a aprovação do governo e nenhum , ou quase nenhum patrocínio é o que se sabe. Quanto à cantora, as despesas decorreram de recursos da própria família, com algum aporte, não muito expressivo, apenas da Cemig, após martirizante caminhada do captador...
Sobre este porco e indevido"museu", traduzido como "Museu da Bicha", a Cúria Metropolitana de Porto Alegre deveria, a meu ver, assumir uma postura enérgica e judicial contra tal manifestação, ofensiva ao Cristianismo.Sou da opinião que até mesmo o Papa Bento XVI deveria tomar conhecimento do fato, através da aludida Cúria.
PELA ETERNA MEMÓRIA DE CARLOS EDUARDO PRATES
Das Minas Gerais para o mundo, terá sido uma das mais aclamadas revelações da regência de que tanto o Brasil se orgulha. Falecido há quatro anos, Carlos Eduardo Prates (l934-20l3) deixa expressiva memória sustentada por raríssimo talento, em que sua predominante dedicação à música erudita, sem nenhuma dúvida, representa sustentáculo da nossa grandeza cultural.
Dele guardo saudosa lembrança, desde os tempos em que , tão jovem, arrebatava o público ,empunhando a batuta, dominada de modo incomum.E o prognóstico , naquela época, é que estávamos diante de um promissor regente. Mais que simples promessa, Prates subiu ao podium da consagração internacional.E não foi outra, senão sua aclamada permanência em Berlin,onde conquistou láureas por credenciados certames, nos quais obteve irrestrita aprovação de celebridades.Destas, destaca-se o emblemático ícone da condução orquestral,Herbert von karajan, cuja admiração pelo jovem Prates, constata-se da sua impressionante biografia, de inumeráveis glórias!
Não foi outra a sua trajetória, senão a mais aclamada na Europa, até que, retornando ao Brasil, ostentou inesquecíveis performances , à frente de tantas e tantas das nossas mais robustas orquestras. Em Belo Horizonte, sua atuação transcorreu sempre lúcida, construtiva e absolutamente voltada para a erudição, sem quaisquer concessões. Pode-se afirmar que terá sido ele guardião de uma cultura, da mais elevada expressão, sem nenhuma pretensão.Mas, eivada da salutar vaidade de realizar o que de melhor a música oferece.Assim, sua contribuição, além de intérprete, chegou ao aprimoramento da educação de tantos quantos tiveram o privilégio de assistir as suas apresentações. Formador de público, Prates no exercício de altas funções,sempre ofereceu o que de melhor se pode esperar de um artista.Nada menos que notável!
Dedicou-se, além das peças orquestrais, ao gênero lírico, por vezes dirigindo óperas que ficaram na lembrança. Refiro-me, sobretudo, à apresentação da "Carmen"de Bizet, no Palácio das Artes que pude assistir, desde os ensaios. Impressionava-me vê-lo , com inusitada energia e delicadeza,orientar , inclusive os cantores,com o cuidado de que nenhum prejuízo lhes pudesse causar os instrumentos, às vezes protuberantes,ofuscando vozes menos robustas.Era, por assim dizer, um perfeccionista, capaz de esculpir a interpretação, como Michelangelo em relação à fria marmor de Carrara!
Ao lado da sua esposa Haydèe Cintra-das mais requintadas penas da nossa crítica jornalística-construiu verdadeiro império de cultura e arte. Uma casa, na rua Domingos Vieira, digna de preservação, com seu portentoso espaço ocupado ,literalmente, por sugestivas imagens de momentos vivenciados pelo casal em sua trajetória, da qual ela desponta responsável por um fôlego jamais igualado, em que o entusiasmo , até hoje, preenche sua personalidade de singulares virtudes.Como se muito não fosse, sua filha Tânia,linda criatura, de sensibilidade e vocação para o canto, desfruta de prestígio fora do Brasil.E,como se não bastasse, Prates e Haydèe podem se sentir coroados, também, pelo genro Michael Rein que nesta oportunidade, estará conosco no esperado concerto em homenagem póstuma ao sogro. De onde estiver, certamente nas falanges celestiais, Carlos Eduardo Prates bradará loas e hosanas a um evento de tal beleza. Estou certo disto!
VAMOS TODOS PRESTIGIAR!!!
UM EVENTO IMPERDÍVEL
Será no próximo dia 20, às 20h00,no Teatro Sesiminas, através do tradicional e magnífico projeto"Sempre às Quartas".
A grande atração é o violinista e regente alemão Michael Rein que virá especialmente para homenagem à memória do maestro Carlos Eduardo Prates, falecido há quatro anos.
Na oportunidade, a conclamada Orquestra do Sesiminas terá como solista o virtuoso violinista Michael Rein,também regente.
O programa, de altíssima qualificação, se compõe de algumas peças da preferência de Eduardo Prates.
Na primeira parte, "Adagietto" da 5a.Sinfonia de G.Mahler e o Concerto para Violino e Cordas, em Ré-maior, de F.Mendelssohn. Na segunda parte, Quarteto "De Tod unda das Madchen", de F.Schubert.
Sem sombra de dúvidas, trata-se de um programa de supremo bom gosto,em que a festejada composição de Mendelssohn foi descoberta em l95l, pelo violinista Yehudi Minuhin.Algo deveras fascinante!
YEDA PRATES BERNIS
Admirável por sua antologia poética, a imortal Yeda Prates Bernis, membro de várias academias de letras,irmã do maestro Prates,escreve inspirada página, em que fala do irmão:
"SINFONIA
Maestro
tuas mãos estão inertes,
elas despertavam a Beleza
para iluminar o mundo.
As reverberações
dos infinitos aplausos
ainda ecoam no espaço.
Saíste de cena.
Tua batuta descansa no eterno.
Da ponta de teus dedos, ainda voam pássaros?"
"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""
Dele guardo saudosa lembrança, desde os tempos em que , tão jovem, arrebatava o público ,empunhando a batuta, dominada de modo incomum.E o prognóstico , naquela época, é que estávamos diante de um promissor regente. Mais que simples promessa, Prates subiu ao podium da consagração internacional.E não foi outra, senão sua aclamada permanência em Berlin,onde conquistou láureas por credenciados certames, nos quais obteve irrestrita aprovação de celebridades.Destas, destaca-se o emblemático ícone da condução orquestral,Herbert von karajan, cuja admiração pelo jovem Prates, constata-se da sua impressionante biografia, de inumeráveis glórias!
Não foi outra a sua trajetória, senão a mais aclamada na Europa, até que, retornando ao Brasil, ostentou inesquecíveis performances , à frente de tantas e tantas das nossas mais robustas orquestras. Em Belo Horizonte, sua atuação transcorreu sempre lúcida, construtiva e absolutamente voltada para a erudição, sem quaisquer concessões. Pode-se afirmar que terá sido ele guardião de uma cultura, da mais elevada expressão, sem nenhuma pretensão.Mas, eivada da salutar vaidade de realizar o que de melhor a música oferece.Assim, sua contribuição, além de intérprete, chegou ao aprimoramento da educação de tantos quantos tiveram o privilégio de assistir as suas apresentações. Formador de público, Prates no exercício de altas funções,sempre ofereceu o que de melhor se pode esperar de um artista.Nada menos que notável!
Dedicou-se, além das peças orquestrais, ao gênero lírico, por vezes dirigindo óperas que ficaram na lembrança. Refiro-me, sobretudo, à apresentação da "Carmen"de Bizet, no Palácio das Artes que pude assistir, desde os ensaios. Impressionava-me vê-lo , com inusitada energia e delicadeza,orientar , inclusive os cantores,com o cuidado de que nenhum prejuízo lhes pudesse causar os instrumentos, às vezes protuberantes,ofuscando vozes menos robustas.Era, por assim dizer, um perfeccionista, capaz de esculpir a interpretação, como Michelangelo em relação à fria marmor de Carrara!
Ao lado da sua esposa Haydèe Cintra-das mais requintadas penas da nossa crítica jornalística-construiu verdadeiro império de cultura e arte. Uma casa, na rua Domingos Vieira, digna de preservação, com seu portentoso espaço ocupado ,literalmente, por sugestivas imagens de momentos vivenciados pelo casal em sua trajetória, da qual ela desponta responsável por um fôlego jamais igualado, em que o entusiasmo , até hoje, preenche sua personalidade de singulares virtudes.Como se muito não fosse, sua filha Tânia,linda criatura, de sensibilidade e vocação para o canto, desfruta de prestígio fora do Brasil.E,como se não bastasse, Prates e Haydèe podem se sentir coroados, também, pelo genro Michael Rein que nesta oportunidade, estará conosco no esperado concerto em homenagem póstuma ao sogro. De onde estiver, certamente nas falanges celestiais, Carlos Eduardo Prates bradará loas e hosanas a um evento de tal beleza. Estou certo disto!
VAMOS TODOS PRESTIGIAR!!!
UM EVENTO IMPERDÍVEL
Será no próximo dia 20, às 20h00,no Teatro Sesiminas, através do tradicional e magnífico projeto"Sempre às Quartas".
A grande atração é o violinista e regente alemão Michael Rein que virá especialmente para homenagem à memória do maestro Carlos Eduardo Prates, falecido há quatro anos.
Na oportunidade, a conclamada Orquestra do Sesiminas terá como solista o virtuoso violinista Michael Rein,também regente.
O programa, de altíssima qualificação, se compõe de algumas peças da preferência de Eduardo Prates.
Na primeira parte, "Adagietto" da 5a.Sinfonia de G.Mahler e o Concerto para Violino e Cordas, em Ré-maior, de F.Mendelssohn. Na segunda parte, Quarteto "De Tod unda das Madchen", de F.Schubert.
Sem sombra de dúvidas, trata-se de um programa de supremo bom gosto,em que a festejada composição de Mendelssohn foi descoberta em l95l, pelo violinista Yehudi Minuhin.Algo deveras fascinante!
YEDA PRATES BERNIS
Admirável por sua antologia poética, a imortal Yeda Prates Bernis, membro de várias academias de letras,irmã do maestro Prates,escreve inspirada página, em que fala do irmão:
"SINFONIA
Maestro
tuas mãos estão inertes,
elas despertavam a Beleza
para iluminar o mundo.
As reverberações
dos infinitos aplausos
ainda ecoam no espaço.
Saíste de cena.
Tua batuta descansa no eterno.
Da ponta de teus dedos, ainda voam pássaros?"
"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""
![]() ![]() | |||
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
MARTA NITCHAUSE
Há muitos anos.No Pampulha Iate Clube, numa das mais apreciáveis atrações promovidas por Palhano Jr., Marta Nitchause, de límpida voz, encantava, na medida em que interpretava páginas líricas.De expressiva aparência, muito bonita, conquistou o público que a ovacionou.Nascia, ali, uma estrela, cujo brilho ficou na minha memória de crítico.Dediquei-lhe páginas de elogios.Empolguei-me na promessa do engrandecimento cultural destas plagas,profetizando-lhe grandiosa carreira. Empenhada para a música, pouco ou nenhum valor terá dado à fama,valendo-se de edificantes propostas, integrante que é do Coral Lírico de Minas Gerais,abdicando-se dos seus brilhantes solos.Assim cresceu ainda mais no meu conceito.Pude, adiante, conhecê-la melhor,surpreendendo-me com o seu delicado coração capaz de se dedicar ao próximo.Ela venceu intempéries, sobrepujando limitações em busca de soberano patamar de um caráter singular.
Ligo a TV e posso revê-la através da Rede Minas, ainda mais bela.No mais elevado discurso, de primorosa versatilidade, o nosso idioma fluía claro, erudito, pleno.Mais pleno , todavia, o projeto que empreende formando cantores, dentro de uma penitenciária, na busca da recuperação humana, de tantos quantos talvez ali estivessem penalizados pela própria culpa, ávidos de retornar à liberdade, mediante novos e saudáveis propósitos.
Fez-me lembrar Nelson Hungria, talvez o mais cogitado dos criminalistas do direito positivo brasileiro, de renome internacional por seu senso humanitário, crédulo do perdão.Quando o perdão se faz procedente...Aluno que tive a honra de ser do professor Lídio Bandera de Mello, bem como do emérito procurador de justiça Jason Albergaria,que tantos tratados assinam sobre o cárcere, como meio de recuperação que deveriam ser...
Marta cumpre tal predestinação, cultivando a divina arte, capaz de tornar melhor infelizes criaturas,na convicção de que o amor pode mais.E pode mesmo!
Já nem me emociono por muitas coisas.Até mesmo a ópera não me fala, como um dia me arrebatou! Lágrimas, considero-as desnecessárias, às vezes apelativas.Mas Você, Martinha, na singeleza da sua nobilíssima missão de voluntária cristã, fez-me molhar a face, há tanto tempo desidratada, quiçá pelo descrédito que a vida pode nos proporcionar... Loas para Você!
Ligo a TV e posso revê-la através da Rede Minas, ainda mais bela.No mais elevado discurso, de primorosa versatilidade, o nosso idioma fluía claro, erudito, pleno.Mais pleno , todavia, o projeto que empreende formando cantores, dentro de uma penitenciária, na busca da recuperação humana, de tantos quantos talvez ali estivessem penalizados pela própria culpa, ávidos de retornar à liberdade, mediante novos e saudáveis propósitos.
Fez-me lembrar Nelson Hungria, talvez o mais cogitado dos criminalistas do direito positivo brasileiro, de renome internacional por seu senso humanitário, crédulo do perdão.Quando o perdão se faz procedente...Aluno que tive a honra de ser do professor Lídio Bandera de Mello, bem como do emérito procurador de justiça Jason Albergaria,que tantos tratados assinam sobre o cárcere, como meio de recuperação que deveriam ser...
Marta cumpre tal predestinação, cultivando a divina arte, capaz de tornar melhor infelizes criaturas,na convicção de que o amor pode mais.E pode mesmo!
Já nem me emociono por muitas coisas.Até mesmo a ópera não me fala, como um dia me arrebatou! Lágrimas, considero-as desnecessárias, às vezes apelativas.Mas Você, Martinha, na singeleza da sua nobilíssima missão de voluntária cristã, fez-me molhar a face, há tanto tempo desidratada, quiçá pelo descrédito que a vida pode nos proporcionar... Loas para Você!
quarta-feira, 12 de julho de 2017
LUIZ MARQUES QUE TANTO ADMIRO
Conheço há mais ou menos dez anos, o violonista, letrista e cantor Luiz Marques, em torno de quem, por inúmeras vezes, tive o prazer de editar pela imprensa, elogiosas críticas sobre seu trabalho. Marques domina mediante talento e esmerada técnica tudo o que tem feito.Gravações e shows da sua autoria,concorrem para o nosso engrandecimento no campo da música popular.É, por assim dizer, um dos mais genuínos menestréis que despontam em Minas, com prestígio além das nossas fronteiras.Em Portugal e outros países europeus, recentemente, registrou marcante presença, bem como através de brilhante turnê pela Estrada Real. Respeitado artista, desfruta da admiração dos colegas, destacando-se como referência. Moço de atitudes meigas, esmerada educação e cordial,conquista a simpatia de tantos quantos o conhecem, ou atuam ao seu lado. E, do público, recebe aplausos, os quais decorrem do amor que dedica ao seu trabalho.Música para ele, é uma espécie de religião que professa, sobretudo, por determinado desejo de satisfazer sua vocação, de indiscutível expressão.
Dele, tive a honra de receber uma belíssima composição(letra e música), que ele próprio divulga, além de tê-la gravado em grande estilo.Algo que me comove profundamente, considerando a homenagem, expressão da delicadeza peculiar à sensibilidade que possui.
Ontem,dia l0 de julho, conversamos muito ao telefone.Como tem acontecido com todo o povo brasileiro, também Marques não escapa das dificuldades geradas por essa crise que assola o país! Mas, asseguro-me de que a nuvem pesada haverá de passar.Dias melhores hão de vir, porque "do fundo do poço, só é possível olhar para cima...", afirma a sabedoria dos nobres.
Como diria a velha canção "...sacode, levanta a poeira e dá volta por cima".É isto aí Luiz! Em frente, porque Você é um vencedor e nada haverá de diminuir o seu entusiasmo pela música, para a alegria de todos nós!
QUE DESPROPÓSITO!
Mais lamentável, caro amigo, não são as nossas perdas materiais, mas, a decepção que tanto nos abate, gerando até mesmo definitivo desânimo. Falo isto, perplexo-dentre tantos fatos- com o que ocorreu no Senado Federal,ontem, dia ll de julho. Uma instituição que prima, historicamente, pela austeridade e a decência dos seus parlamentares, foi alvo de inusitado desrespeito, por parte de senadoras que obstruíram os trabalhos da nobre Casa, ocupando abusivamente a sua mesa diretora.Acabam de perder o direito de contestar tudo o que se faz pelo atual governo.Até mesmo as luzes do plenário foram desligadas.Enfim, uma baderna inconcebível, típica de terrorismo! Não é assim que se postula uma causa, caras senhoras.E as senhoras sabem disso!Digo eu quixotescamente, como todo e qualquer brasileiro "humilhado e ofendido",(parafraseando Dostoiewski)pelo descalabro de tamanha corrupção e absoluta falta de decoro. Ruy Barbosa deve estar se revirando no túmulo!!!
Coisas assim, acabam prejudicando toda sociedade que confia naqueles que foram eleitos para representar-nos.
Por estas e por outras, caro Marques,é que estamos neste patamar de inferioridade e sofrimento na nossa condição de cidadãos e cidadãs de bem;que estudam, trabalham e, honestamente, ganham a vida.A vida que é dom de Deus e que deve ser absolutamente respeitada. Portanto, não se deixe vencer pelo desânimo, levando em conta que políticos indignos jamais terão o nosso voto.E, 2.0l8 se aproxima.Espere, porque, em breve, tudo estará nos seus devidos lugares, exceto os indesejáveis ...Que Deus o abençõe ,à Sandra,Luíza e demais familiares.
Dele, tive a honra de receber uma belíssima composição(letra e música), que ele próprio divulga, além de tê-la gravado em grande estilo.Algo que me comove profundamente, considerando a homenagem, expressão da delicadeza peculiar à sensibilidade que possui.
Ontem,dia l0 de julho, conversamos muito ao telefone.Como tem acontecido com todo o povo brasileiro, também Marques não escapa das dificuldades geradas por essa crise que assola o país! Mas, asseguro-me de que a nuvem pesada haverá de passar.Dias melhores hão de vir, porque "do fundo do poço, só é possível olhar para cima...", afirma a sabedoria dos nobres.
Como diria a velha canção "...sacode, levanta a poeira e dá volta por cima".É isto aí Luiz! Em frente, porque Você é um vencedor e nada haverá de diminuir o seu entusiasmo pela música, para a alegria de todos nós!
QUE DESPROPÓSITO!
Mais lamentável, caro amigo, não são as nossas perdas materiais, mas, a decepção que tanto nos abate, gerando até mesmo definitivo desânimo. Falo isto, perplexo-dentre tantos fatos- com o que ocorreu no Senado Federal,ontem, dia ll de julho. Uma instituição que prima, historicamente, pela austeridade e a decência dos seus parlamentares, foi alvo de inusitado desrespeito, por parte de senadoras que obstruíram os trabalhos da nobre Casa, ocupando abusivamente a sua mesa diretora.Acabam de perder o direito de contestar tudo o que se faz pelo atual governo.Até mesmo as luzes do plenário foram desligadas.Enfim, uma baderna inconcebível, típica de terrorismo! Não é assim que se postula uma causa, caras senhoras.E as senhoras sabem disso!Digo eu quixotescamente, como todo e qualquer brasileiro "humilhado e ofendido",(parafraseando Dostoiewski)pelo descalabro de tamanha corrupção e absoluta falta de decoro. Ruy Barbosa deve estar se revirando no túmulo!!!
Coisas assim, acabam prejudicando toda sociedade que confia naqueles que foram eleitos para representar-nos.
Por estas e por outras, caro Marques,é que estamos neste patamar de inferioridade e sofrimento na nossa condição de cidadãos e cidadãs de bem;que estudam, trabalham e, honestamente, ganham a vida.A vida que é dom de Deus e que deve ser absolutamente respeitada. Portanto, não se deixe vencer pelo desânimo, levando em conta que políticos indignos jamais terão o nosso voto.E, 2.0l8 se aproxima.Espere, porque, em breve, tudo estará nos seus devidos lugares, exceto os indesejáveis ...Que Deus o abençõe ,à Sandra,Luíza e demais familiares.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
NÃO SÓ DE FUTEBOL E SAMBA CARECE O BRASIL...
É a palavra do admirável Wilson Campos, presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Sistemas Coletivos da Sociedade(OAB-MG).
Encareço do nobre articulista, licença para reproduzi-la nesta página, considerando-a elogiável trecho de matéria,recém editada pelo jornal "Estado de Minas", cujo teor engrandece o meu próprio ego de defensor da idéia. O brasileiro, deveras, não mais se identifica com a mísera condição do "pão e circo", como solução(?) para a satisfação dos desfavorecidos;dos que vivem à margem da sociedade e jamais tiveram a oportunidade de estudar e formar a conscientização indispensável ao engrandecimento patriótico.Aliás, com sérios e irreversíveis prejuízos ao desenvolvimento político e sócio-econômico de um povo.Por muitos séculos, desde l500, temos sido um povo relegado ao que o referido autor chama de cultura "tupiniquim", imposta pelos nossos colonizadores e os donos do poder republicano.Ressalvo o Período Imperial, espécie de coluna mestra do melhor que se pôde fazer neste país.Outrora, republicanos senhores de engenho, coronéis e, ainda hoje, sob disfarce,apologistas e executores de uma política populista.Uma política que valoriza seus titulares ( ou caciques), cujas promessas não passam de engodo, com o colorido ditatorial perverso.Pleonasmo? Quem trabalhou, como tive o privilégio de trabalhar por duas décadas na então Seplan-MG, estruturando um planejamento sócio econômico, de visão macroeconômica, entende que o dinheiro resulta do trabalho. Que somente pelos aspectos financeiros; pela imposição de impostos, um país não cresce. Mister que todos estudem, se intelectualizem, especializando-se para oferecer a sua cota de PRODUTIVIDADE, mediante eficaz profissionalização, de compensadora remuneração.É o que sabemos como ruptura do ciclo vicioso da pobreza, de causação circular descensional,ministrada nos cursos de Economia, Sociologia e Política.Sem entrar no mérito deste raciocínio de delongadas etapas, no entanto, considerável é a educação de um povo que se insere num mundo moderno, devendo competir com as mais desenvolvidas nações do planeta, visando sua sobrevivência e soberania. Noutras palavras, o povo brasileiro -como bem conceitua Campos- não suporta, como não deve suportar, a estagnação que o populismo determina, oferecendo graciosa renda, de ínfimo valor, muito pior que esmola. Porque, simplesmente, "compra" voto de um eleitorado chamado " de cabresto" que acredita num líder "carismático",tanto quanto ignorante, mas espertíssimo, como salvador da pátria.Que se satisfaz como torcedor de qualquer time, bebendo cerveja e sambando...E neste diapasão, a sensatez de Campos, chega-me como um bálsamo que ofereço aos meus seguidores:
" O brasileiro não suporta mais a pecha de tupiniquim e ser conhecido, apenas, pelo futebol e samba.O brasileiro quer ser visto por outro jeito melhor e mostrar a sua competência no futebol, no samba, na ciência, nas artes, no agronegócio, na indústria,no comércio, na prestação de serviços, nas profissões liberais, na tecnologia, na defesa do meio ambiente e no progressos com sustentabilidade".
Digna de louvor a mensagem de relevante importância, com a qual concordo e divulgo, enviando cordiais cumprimentos ao colega, seu autor.Sou advogado, inscrito na OAB-MG, nossa egrégia instituição,à qual me orgulho de pertencer.
Uma sociedade voltada ao hedonismo e aos prazeres encontra apenas na quantidade a sua realização enquanto se desfaz em qualidade. Caso duvide, experimente: gosta de quindim? Uma delícia, um prazer de doce. Muito bem. Agora coma 50 e nos conte se o prazer foi o mesmo...
Encareço do nobre articulista, licença para reproduzi-la nesta página, considerando-a elogiável trecho de matéria,recém editada pelo jornal "Estado de Minas", cujo teor engrandece o meu próprio ego de defensor da idéia. O brasileiro, deveras, não mais se identifica com a mísera condição do "pão e circo", como solução(?) para a satisfação dos desfavorecidos;dos que vivem à margem da sociedade e jamais tiveram a oportunidade de estudar e formar a conscientização indispensável ao engrandecimento patriótico.Aliás, com sérios e irreversíveis prejuízos ao desenvolvimento político e sócio-econômico de um povo.Por muitos séculos, desde l500, temos sido um povo relegado ao que o referido autor chama de cultura "tupiniquim", imposta pelos nossos colonizadores e os donos do poder republicano.Ressalvo o Período Imperial, espécie de coluna mestra do melhor que se pôde fazer neste país.Outrora, republicanos senhores de engenho, coronéis e, ainda hoje, sob disfarce,apologistas e executores de uma política populista.Uma política que valoriza seus titulares ( ou caciques), cujas promessas não passam de engodo, com o colorido ditatorial perverso.Pleonasmo? Quem trabalhou, como tive o privilégio de trabalhar por duas décadas na então Seplan-MG, estruturando um planejamento sócio econômico, de visão macroeconômica, entende que o dinheiro resulta do trabalho. Que somente pelos aspectos financeiros; pela imposição de impostos, um país não cresce. Mister que todos estudem, se intelectualizem, especializando-se para oferecer a sua cota de PRODUTIVIDADE, mediante eficaz profissionalização, de compensadora remuneração.É o que sabemos como ruptura do ciclo vicioso da pobreza, de causação circular descensional,ministrada nos cursos de Economia, Sociologia e Política.Sem entrar no mérito deste raciocínio de delongadas etapas, no entanto, considerável é a educação de um povo que se insere num mundo moderno, devendo competir com as mais desenvolvidas nações do planeta, visando sua sobrevivência e soberania. Noutras palavras, o povo brasileiro -como bem conceitua Campos- não suporta, como não deve suportar, a estagnação que o populismo determina, oferecendo graciosa renda, de ínfimo valor, muito pior que esmola. Porque, simplesmente, "compra" voto de um eleitorado chamado " de cabresto" que acredita num líder "carismático",tanto quanto ignorante, mas espertíssimo, como salvador da pátria.Que se satisfaz como torcedor de qualquer time, bebendo cerveja e sambando...E neste diapasão, a sensatez de Campos, chega-me como um bálsamo que ofereço aos meus seguidores:
" O brasileiro não suporta mais a pecha de tupiniquim e ser conhecido, apenas, pelo futebol e samba.O brasileiro quer ser visto por outro jeito melhor e mostrar a sua competência no futebol, no samba, na ciência, nas artes, no agronegócio, na indústria,no comércio, na prestação de serviços, nas profissões liberais, na tecnologia, na defesa do meio ambiente e no progressos com sustentabilidade".
Digna de louvor a mensagem de relevante importância, com a qual concordo e divulgo, enviando cordiais cumprimentos ao colega, seu autor.Sou advogado, inscrito na OAB-MG, nossa egrégia instituição,à qual me orgulho de pertencer.
Uma sociedade voltada ao hedonismo e aos prazeres encontra apenas na quantidade a sua realização enquanto se desfaz em qualidade. Caso duvide, experimente: gosta de quindim? Uma delícia, um prazer de doce. Muito bem. Agora coma 50 e nos conte se o prazer foi o mesmo...
quarta-feira, 28 de junho de 2017
RETRATOS DA VIDA...
Com Palhano Jr. em exposição no ICBEU - BH (ANOS 90). Ao fundo o retrato de Bidu Sayão pintado por mim e ofertado a ela. Hoje encontra-se incorporado ao acervo do Metropolitan de Nova York
Com: Jaime Dias ( violonista); Odette Ernest Dias ( Flautista da OSB) e Adélia Prado ( Escritora)
Com Selma Weissmann e Lilian Chaves.
Com Odette Ernest Dias e Adélia Prado.
(Anos 90)
A PRAÇA DA LIBERDADE NÃO ESTÁ SÓ...
Em sintonia com o título desta matéria, a praça da Liberdade não é a única afetada pelo descaso do poder público.Símbolo da história desta capital, por muitos anos foi sede do governo do estado, palco de acontecimentos que marcaram os destinos deste país. Local que, segundo a lenda, terá sido amaldiçoado por uma velha, considerada bruxa, que arrenegou o palácio que seria construído no local em que morava, tendo sua casa desapropriada pela comissão que executava a construção da nova capital.Comentava meu avô, pioneiro, vindo de Ouro Preto,em razão do cargo de funcionário que ocupava,que o descontentamento com a transferência da capital acabou gerando pragas à "Cidade Minas"(como fora batizada a futura Belo Horizonte).Muita gente, revoltada,chegou a formar núcleos de "rezas bravas", macumbas, enfim, tudo que fosse possível para maldizer a nossa cidade. E parece que nalguns aspectos, tais antagonistas conseguiram lograr algum êxito.
Talvez eu esteja exagerando,mas, a coisa por aqui anda difícil!A indigência crescente, em que pessoas ocupam os logradouros, instalando-se miseravelmente,dormindo no chão,fazendo suas necessidades fisiológicas em plena via pública, enfim, doloroso quadro considerado por algumas instituições como "direito".Direitos humanos, proclamados pela constituição como expressão da plena liberdade, em torno do qual, nada se pode fazer, sob pena de se cometer uma arbitrariedade.Mas, se esquecem de que a responsabilidade do governo é propiciar a essa gente infeliz, condições de sobrevivência.De sobevivência pela educação, saúde, pelo saneamento básico, emprego, obtenção de renda.Em suma o dever de conferir a todo e qualquer cidadão, meios para que todos tenham a devida ascensão social, etc. etc. Nunca, porém, esse populismo "misericordioso" da esmola como subsídio e maneira de se estabelecer o "eleitor de cabresto". Cujo voto é vendido por qualquer tostão.Ou, por vezes, em troca de um pão com mortadela, como se tem visto por aí...E de que modo fica o direito do cidadão que produz, paga impostos,em suma, que contribui para o bem estar das pessoas, sob quaisquer prestações de serviços? Este cidadão passou a não mais ter nenhum direito sobre as praças , principalmente as praças "revitalizadas", a elevadíssimos custos e destinadas aos desocupados, concorrentes dos miseráveis. Desocupados e criminosos.Pichadores que danificam bens públicos e particulares.Além de assaltantes que , por um celular de um adolescente, é capaz de cometer homicídios! Que "direito" é esse que vale, apenas, para alguns?
Volto à praça da Liberdade, para dizer que não está só.Ao contrário, suas paritárias encontram-se em situação bem pior.Ei-las:
PRAÇA RAUL SOARES: talvez a mais visada, não só pela sua localização,mas por ser passagem para o Hipercentro, Barro preto, Lourdes e Santo Agostinho.Entrecortada por quatro grandes avenidas, dispõe de imenso espaço ajardinado, com fonte(outrora luminosa) e frondosas árvores, espécie de "paraíso"aos que a adotam para ali se acampar. Seus moradores que se danem.Nem mesmo lhes tem sido possível utilizá-la civilizadamente.Mas o IPTU não para de ser cobrado, sem nenhuma contraprestação ao contribuinte.A gente reclama com um policial e ele responde:"...não posso fazer nada, porque a constituição proíbe".No mínimo, piada que transforma gargalhada em revolta.Se a reclamação segue para prefeitura, tudo é prometido, mas,o atendimento dificilmente verificado.Se atende,logo logo, o problema volta a se manifesta.Vide a esquina da Olegário Maciel, subindo para Lourdes, em frente ao JK. Um bando que a adotou como sua propriedade.O mínimo que faz é emporcalhar o ambiente, desalojando o comércio que não consegue conviver numa parceria de tal ordem,mediante absoluta razão.
Paisagisticamente, a Raul Soares foi maltratada. Os nobilíssimos postes de bronze e luminária cristalizada, foram substituídos por uma espécie de paus de fósforos gigantes, alguns já desmontados,sem reposição. Feios, jecas, sem relação paisagística com a praça, outrora cartão postal.Luxo que acabou virando lixo!!! E como ficam os moradores, com seus imóveis desvalorizadíssimos? Olhem o que se fez no "entorno": quarteirões fechados, inviabilizando a entrada principal do ed.Casablanca, tombado pelo patrimônio.E o quarteirão da avenida Augusto de Lima com a rua Sta Catarina? Um reduto de absoluta licenciosidade sexual, de baderna e poluição sonora.Como acontece, também, na avenida Bias Fortes, com seus bares barulhentos até altas horas da madrugada.Bem debaixo de edifícios residenciais(Indaiá e Belo Horizonte).
A fonte imunda, passou a ser lugar de natação, banho e lavanderia.Uma vergonha desmedida.E não há reclamação que tenha êxito,ficando tudo, por isso mesmo,com os canteiros pisoteados, sem nenhuma flor,onde deveriam ter rosas...
PRAÇA SETE: que sempre foi a referência cívica Belo Horizonte, é hoje um mercado de camelôs sem limites, envolvendo pseudos artesãos que se dizem artistas, mas, na maioria desocupados,barulhentos, com talento para a droga e o banditismo.Gentalha pelos "encantadores" equipamentos,onde ficam deitados, assentados, urinando, evacuando, etc, etc.Quarteirões fechados, absolutamente descaracterizados por uma "urbanização"ridícula, a começar do pirulito, com seus postes laterais, descaracterizados por luminárias de material inferior, horríveis, tanto quanto inadequadas, como as que foram colocadas na Raul Soares.Nada menos que desfiguração do requinte paisagístico anterior à "revitalização".
Seria bom que os encarregados de tais projetos, fizessem um estágio no Rio de Janeiro e dessem uma "olhada" na Cinelândia e adjacências, observando sobretudo os postes e os mosaicos que ornamentam toda área.Verdadeiros tapetes, ao contrário do que se tem feito aqui.
PRAÇA CARLOS CHAGAS:até então, um local muito agradável, bem frequentado, bucólico, com excelente pavimentação de pedras nobres. Noutras palavras, livre de demandas impróprias, tais como os skates que,agora, ameaçam aos que transitam por lá.Dominando toda antiga beleza da praça, a igreja N.Sra. de Fátima, principal indicação religiosa e turística, dispunha do seu adro(hoje inexistente) e o estacionamento que tanto contribuiu para o "Caritas", projeto de benemerência,criado e dirigido pela dita paróquia.Além do mais, facilitava o acesso de fiéis às missas de sábado e domingo.
Com a "revitalização" que durou meses de dispêndio de dinheiro público, a praça perdeu seu charme.Virou uma espécie de parque,envolvendo a frequência, inclusive de vândalos.E o mínimo, foi a pichação, até então inexistente. Obra, em que o atual piso, sempre imundo, lembra os arcaicos "vermelhões", que foram matizados com material branco, à obtenção de uma cor rosada.Material tão inferior, que já se notam rachaduras, em meio a um chão encardido,manchado e até pichado.
A Assembléia Legislativa de |Minas Gerais, juntamente com a Prefeitura Municipal,-ao que consta- , responsáveis pelo projeto, não tiveram a esperada consideração com a igreja católica.Neste aspecto, o emérito Padre Tadeu, então vigário, acabou vencido.E vencida ficou a igreja, ao ponto de quase perder o prédio ao lado, construído para funcionar como secretaria e dependências para as indispensáveis necessidades da paróquia.A alegação é de que " enfeiava " a paisagem...Diga-se de passagem que por meses, somando mais de um ano,as obras quase inviabilizaram o acesso à igreja, com prejuízos aos seus frequentadores. O resultado talvez tenha beneficiado, apenas, o reduto da Assembléia e a criação de área de lazer que sem dúvida, pode ser considerada oportuna,lamentando-se, entretanto,a perda do estacionamento.
Com a nomeação do novo vigário, Padre Fernando, a igreja vem passando por inúmeras reformas e só Deus é testemunha da luta que o dinâmico sacerdote-com sua energia e peculiar dedicação- tem passado.Mister que o estacionamento seja recuperado, pelos benefícios que gera.
A SAVASSI:considerado centro de tradição cultural e comercial, a reforma pela qual se submeteu, quase levou à falência inúmeros estabelecimentos,lojas, galerias e congêneres.Durou um tempo enorme, com resultados que, apenas, deformaram tudo de bonito que ali havia. A começar pelas estruturas metálicas, tão jecas e tolas como jamais se vê numa metrópole. Sinais luminosos de trânsito, dependurados como roupa no varal; indicações de ruas e avenidas, numa provinciana concepção de inúteis equipamentos. Hoje totalmente pichadas, as inconcebíveis armações, com seus penduricalhos,só prestam mesmo para serem removidas, ainda que tanto dinheiro terá sido jogado no lixo. E o povo pagando IPTU, para que?
Aliás, em matéria de bom gosto paisagístico, Belo Horizonte que já foi bonita, mais parece, agora, uma colcha de retalhos, a partir dos edifícios aprovados pela prefeitura, autênticos caixotes erguidos sem qualquer restrição.
Invadida, como as demais praças revitalizadas, por desocupados, bandidos e vândalos, a Savassi não escapou, tornando-se lugar perigoso, notadamente à noite. Perigosa mesmo, além de perder sua expressão turística.
O tema abordado não esgota tanta reclamação em torno das ruas, praças e avenidas da cidade. Por exemplo, os passeios mal pavimentados, com mosaicos de um lado e cimento cru do outro, ainda que tenham a trilha para deficientes visuais, são feias arapucas, principalmente para estes, em que indicações os levam para um poste; uma vala ou para um ponto inconsequente.
MORAL DA HISTÓRIA: em que pese ser a praça da Liberdade um marco de relevante expressão, mister que se pense na sorte das demais e de outros logradouros. É dever do governo municipal zelar pela conservação de toda cidade.A nossa imprensa, de certa maneira, tem sido omissa na medida em que só enxerga uma única praça, esquecendo-se das outras. É o espírito provinciano que parece persistir, como se Belo Horizonte fosse uma cidade de uma só praça. Mas é lamentável, muito lamentável, que a praça da Liberdade se encontre numa situação deplorável.Quanto às demais, é bom nem comentar,sob pena de sermos acometidos de um infarto...Haja coração!!!
Talvez eu esteja exagerando,mas, a coisa por aqui anda difícil!A indigência crescente, em que pessoas ocupam os logradouros, instalando-se miseravelmente,dormindo no chão,fazendo suas necessidades fisiológicas em plena via pública, enfim, doloroso quadro considerado por algumas instituições como "direito".Direitos humanos, proclamados pela constituição como expressão da plena liberdade, em torno do qual, nada se pode fazer, sob pena de se cometer uma arbitrariedade.Mas, se esquecem de que a responsabilidade do governo é propiciar a essa gente infeliz, condições de sobrevivência.De sobevivência pela educação, saúde, pelo saneamento básico, emprego, obtenção de renda.Em suma o dever de conferir a todo e qualquer cidadão, meios para que todos tenham a devida ascensão social, etc. etc. Nunca, porém, esse populismo "misericordioso" da esmola como subsídio e maneira de se estabelecer o "eleitor de cabresto". Cujo voto é vendido por qualquer tostão.Ou, por vezes, em troca de um pão com mortadela, como se tem visto por aí...E de que modo fica o direito do cidadão que produz, paga impostos,em suma, que contribui para o bem estar das pessoas, sob quaisquer prestações de serviços? Este cidadão passou a não mais ter nenhum direito sobre as praças , principalmente as praças "revitalizadas", a elevadíssimos custos e destinadas aos desocupados, concorrentes dos miseráveis. Desocupados e criminosos.Pichadores que danificam bens públicos e particulares.Além de assaltantes que , por um celular de um adolescente, é capaz de cometer homicídios! Que "direito" é esse que vale, apenas, para alguns?
Volto à praça da Liberdade, para dizer que não está só.Ao contrário, suas paritárias encontram-se em situação bem pior.Ei-las:
PRAÇA RAUL SOARES: talvez a mais visada, não só pela sua localização,mas por ser passagem para o Hipercentro, Barro preto, Lourdes e Santo Agostinho.Entrecortada por quatro grandes avenidas, dispõe de imenso espaço ajardinado, com fonte(outrora luminosa) e frondosas árvores, espécie de "paraíso"aos que a adotam para ali se acampar. Seus moradores que se danem.Nem mesmo lhes tem sido possível utilizá-la civilizadamente.Mas o IPTU não para de ser cobrado, sem nenhuma contraprestação ao contribuinte.A gente reclama com um policial e ele responde:"...não posso fazer nada, porque a constituição proíbe".No mínimo, piada que transforma gargalhada em revolta.Se a reclamação segue para prefeitura, tudo é prometido, mas,o atendimento dificilmente verificado.Se atende,logo logo, o problema volta a se manifesta.Vide a esquina da Olegário Maciel, subindo para Lourdes, em frente ao JK. Um bando que a adotou como sua propriedade.O mínimo que faz é emporcalhar o ambiente, desalojando o comércio que não consegue conviver numa parceria de tal ordem,mediante absoluta razão.
Paisagisticamente, a Raul Soares foi maltratada. Os nobilíssimos postes de bronze e luminária cristalizada, foram substituídos por uma espécie de paus de fósforos gigantes, alguns já desmontados,sem reposição. Feios, jecas, sem relação paisagística com a praça, outrora cartão postal.Luxo que acabou virando lixo!!! E como ficam os moradores, com seus imóveis desvalorizadíssimos? Olhem o que se fez no "entorno": quarteirões fechados, inviabilizando a entrada principal do ed.Casablanca, tombado pelo patrimônio.E o quarteirão da avenida Augusto de Lima com a rua Sta Catarina? Um reduto de absoluta licenciosidade sexual, de baderna e poluição sonora.Como acontece, também, na avenida Bias Fortes, com seus bares barulhentos até altas horas da madrugada.Bem debaixo de edifícios residenciais(Indaiá e Belo Horizonte).
A fonte imunda, passou a ser lugar de natação, banho e lavanderia.Uma vergonha desmedida.E não há reclamação que tenha êxito,ficando tudo, por isso mesmo,com os canteiros pisoteados, sem nenhuma flor,onde deveriam ter rosas...
PRAÇA SETE: que sempre foi a referência cívica Belo Horizonte, é hoje um mercado de camelôs sem limites, envolvendo pseudos artesãos que se dizem artistas, mas, na maioria desocupados,barulhentos, com talento para a droga e o banditismo.Gentalha pelos "encantadores" equipamentos,onde ficam deitados, assentados, urinando, evacuando, etc, etc.Quarteirões fechados, absolutamente descaracterizados por uma "urbanização"ridícula, a começar do pirulito, com seus postes laterais, descaracterizados por luminárias de material inferior, horríveis, tanto quanto inadequadas, como as que foram colocadas na Raul Soares.Nada menos que desfiguração do requinte paisagístico anterior à "revitalização".
Seria bom que os encarregados de tais projetos, fizessem um estágio no Rio de Janeiro e dessem uma "olhada" na Cinelândia e adjacências, observando sobretudo os postes e os mosaicos que ornamentam toda área.Verdadeiros tapetes, ao contrário do que se tem feito aqui.
PRAÇA CARLOS CHAGAS:até então, um local muito agradável, bem frequentado, bucólico, com excelente pavimentação de pedras nobres. Noutras palavras, livre de demandas impróprias, tais como os skates que,agora, ameaçam aos que transitam por lá.Dominando toda antiga beleza da praça, a igreja N.Sra. de Fátima, principal indicação religiosa e turística, dispunha do seu adro(hoje inexistente) e o estacionamento que tanto contribuiu para o "Caritas", projeto de benemerência,criado e dirigido pela dita paróquia.Além do mais, facilitava o acesso de fiéis às missas de sábado e domingo.
Com a "revitalização" que durou meses de dispêndio de dinheiro público, a praça perdeu seu charme.Virou uma espécie de parque,envolvendo a frequência, inclusive de vândalos.E o mínimo, foi a pichação, até então inexistente. Obra, em que o atual piso, sempre imundo, lembra os arcaicos "vermelhões", que foram matizados com material branco, à obtenção de uma cor rosada.Material tão inferior, que já se notam rachaduras, em meio a um chão encardido,manchado e até pichado.
A Assembléia Legislativa de |Minas Gerais, juntamente com a Prefeitura Municipal,-ao que consta- , responsáveis pelo projeto, não tiveram a esperada consideração com a igreja católica.Neste aspecto, o emérito Padre Tadeu, então vigário, acabou vencido.E vencida ficou a igreja, ao ponto de quase perder o prédio ao lado, construído para funcionar como secretaria e dependências para as indispensáveis necessidades da paróquia.A alegação é de que " enfeiava " a paisagem...Diga-se de passagem que por meses, somando mais de um ano,as obras quase inviabilizaram o acesso à igreja, com prejuízos aos seus frequentadores. O resultado talvez tenha beneficiado, apenas, o reduto da Assembléia e a criação de área de lazer que sem dúvida, pode ser considerada oportuna,lamentando-se, entretanto,a perda do estacionamento.
Com a nomeação do novo vigário, Padre Fernando, a igreja vem passando por inúmeras reformas e só Deus é testemunha da luta que o dinâmico sacerdote-com sua energia e peculiar dedicação- tem passado.Mister que o estacionamento seja recuperado, pelos benefícios que gera.
A SAVASSI:considerado centro de tradição cultural e comercial, a reforma pela qual se submeteu, quase levou à falência inúmeros estabelecimentos,lojas, galerias e congêneres.Durou um tempo enorme, com resultados que, apenas, deformaram tudo de bonito que ali havia. A começar pelas estruturas metálicas, tão jecas e tolas como jamais se vê numa metrópole. Sinais luminosos de trânsito, dependurados como roupa no varal; indicações de ruas e avenidas, numa provinciana concepção de inúteis equipamentos. Hoje totalmente pichadas, as inconcebíveis armações, com seus penduricalhos,só prestam mesmo para serem removidas, ainda que tanto dinheiro terá sido jogado no lixo. E o povo pagando IPTU, para que?
Aliás, em matéria de bom gosto paisagístico, Belo Horizonte que já foi bonita, mais parece, agora, uma colcha de retalhos, a partir dos edifícios aprovados pela prefeitura, autênticos caixotes erguidos sem qualquer restrição.
Invadida, como as demais praças revitalizadas, por desocupados, bandidos e vândalos, a Savassi não escapou, tornando-se lugar perigoso, notadamente à noite. Perigosa mesmo, além de perder sua expressão turística.
O tema abordado não esgota tanta reclamação em torno das ruas, praças e avenidas da cidade. Por exemplo, os passeios mal pavimentados, com mosaicos de um lado e cimento cru do outro, ainda que tenham a trilha para deficientes visuais, são feias arapucas, principalmente para estes, em que indicações os levam para um poste; uma vala ou para um ponto inconsequente.
MORAL DA HISTÓRIA: em que pese ser a praça da Liberdade um marco de relevante expressão, mister que se pense na sorte das demais e de outros logradouros. É dever do governo municipal zelar pela conservação de toda cidade.A nossa imprensa, de certa maneira, tem sido omissa na medida em que só enxerga uma única praça, esquecendo-se das outras. É o espírito provinciano que parece persistir, como se Belo Horizonte fosse uma cidade de uma só praça. Mas é lamentável, muito lamentável, que a praça da Liberdade se encontre numa situação deplorável.Quanto às demais, é bom nem comentar,sob pena de sermos acometidos de um infarto...Haja coração!!!
Retrato do soprano Bidu Sayão
.Retrato que tive a honra de pintar e oferecer ao soprano Bidu Sayão- a mais aclamada soprano pátrio, em todo o mundo. Com seu espírito altruísta, a meu ver mais que generoso, enviou-me uma carta do Maine, em que me agradece como minha "admiradora", o que me incentivou a prosseguir como pintor. Mais tarde, conforme se vê neste blog, a maior chance da minha vida jornalística foi tê-la conhecido,quando pude entrevistá-la, dela recebendo toda espécie de carinho a um "patrício". O Brasil, a meu ver, não correspondeu devidamente, a um dos seus grandes ícones.Sequer, a estrela fora lembrada, quando se comemorava em New York, no Metropolitan Opera-sob pompas e circunstâncias- o centenário da cantora. Também apontada, ao lado de Katharine Hepburn(várias vezes premiada com a premiação máxima do cinema, o Oscar),como as duas mais importantes mulheres, nos Estados Unidos, do Século XX. Por aqui, ninguém falou ou fez coisa alguma.Esperava-se que, pelo menos, a então direção do Municipal do Rio de Janeiro ( terra da cantora), fizesse algo de relevância mundial...
segunda-feira, 26 de junho de 2017
THEATRO MUNICIPAL DO RIO:VÍTIMA DE INUSITADO DESCALABRO
PROVA TAL A CONFIRMAR O QUANTO A ALTA CULTURA NESTE PAÍS ESTÁ SOLAPADA - COMO SEMPRE, OLAVO TEM RAZÃO!
O mínimo que se pode dizer é que o país convive com inusitado descalabro cultural.É o que se depreende do noticiário da imprensa escrita, televisiva ou radiofônica.Notadamente a cidade do Rio de Janeiro, nossa portentosa sala de visitas;que encanta o mundo não só pela beleza natural, como pelas incomparáveis manifestações artísticas, lideradas pelo Carnaval,é a grande vítima da corrupção. Na mesma sintonia, o seu Theatro Municipal, cuja história desponta riquíssima, desde a sua fundação nos primórdios do século 20, encontra-se assolado, praticamente destruído!Edificação predominante na Cinelândia, lembra o L'Opera, de Paris.Não só pela arquitetura de requintado gosto, como por sua tradição, de incomparável valor artístico e cultural, demonstrada por uma programação diária. Óperas, balés, concertos, recitais, teatro,enfim, toda gama que emoldura a grandeza de um povo,a nobre Casa exibe com o justo orgulho de um das mais destacadas do mundo.
Convivi de perto com satisfatório clima que existia naquele "templo da música", tendo conhecido um dos seus mais aclamados diretores. Murilo Miranda, assim como Adolpho Block, Matheus Torloni, José Mauro de Vasconcellos, dentre outros tão ilustres que deixaram indeléveis marcas de gestões exemplares. Na direção artística- o grande suporte de um teatro- a maestrina Cláudia Morena desponta defensora de prodigioso exercício, sobretudo dos intérpretes. Historicamente, Gabriella Besanzoni Lage, terá sido, sem nenhuma dúvida,a mais valorosa das diretoras.Haja visto que Paulo Fortes foi uma das revelações incentivadas por ela.Ademais, considerada a nossa maior "Carmen" de todos os tempos,título ostentado no Theatro Municipal. Cantores e cantoras, também preparados por ela, na condição de co-repetidora das grandes montagens líricas. Co-repetidor é a pessoa incumbida de passar todo repertório,avaliando as possibilidades de um cantor ou uma cantora, ao mesmo tempo corrigindo deficiências e apontado acertos.Em suma, responsável pelo aprimoramento interpretativo dos que executam papéis complexos, nos diversos espetáculos de uma temporada.Função que Cláudia Morena exerceu por longo tempo,com absoluta capacidade.
A ópera é considerada a mais abrangente das encenações teatrais.Envolve maestros, regisseurs, bailarinos, cenografistas, estilistas(guarda-roupa), iluminadores, coreógrafos, além dos cantores.Entre nós, ao contrário de muitos países, compete ao estado definir dotações orçamentárias para acobertar as decorrentes despesas.Consequentemente, o governo acaba assumindo o poder de nomear elementos para a sua direção,nem sempre coerentes com os objetivos da instituição, gerando prejuízos à consecução dos seus objetivos.
O Municipal é, por excelência, um teatro lírico. Ou seja, destinado à ópera e congêneres.Para tanto, não pode prescindir dos chamados "Corpos Estáveis" que são a orquestra, o balé e o coro. Sem os quais, não é possível levar adiante a montagem de um espetáculo de tal envergadura. Bom lembrar que toda essa gama de intérpretes dedica tempo integral ao seu trabalho. No mínimo, oito horas de jornada diária, incluindo às vezes, os sábados, domingos e feriados no calendário de "dias úteis".E os ensaios costumam ocorrer noite e madrugada adentro!!!
Nada menos que tamanho esforço e persistente abnegação,definem o caráter profissional dos que prestam a sua contribuição( ou até mesmo a própria vida), em prol da edificação da nossa grandeza musical. Impossível seria relacionar tantas celebridades, nas quais se incluem integrantes internacionais, como Enrico Caruso ou Claudia Muzzio que adoraram o Brasil!
Ao que se sabe, o nosso principal teatro começou a sofrer prejuízos à época em que esteve fechado para reformas,pela década de l980.Ao ser re-inaugurado,houve por bem a sua administração convidar elementos do Colón de Buenos Aires, para promover temporadas. As queixas foram inúmeras,na medida em que os nossos artistas passavam a ser "analisados" por uma equipe alienígena, às vezes prepotente e intolerante.Excetua-se o maestro Cellaro, reconhecedor do mérito de consagrados solistas pátrios.Estes mesmos solistas-dentre os quais o próprio Fortes- que acabaram pelo país afora, de norte a sul e do leste ao oeste, apresentando-se, como eles próprios diziam "de maneira mambembe".Tiveram o beneplácito do então ministro Ney Braga,homem de evidente sensibilidade e senso de justiça.
Para sumarizar,o Municipal foi perdendo a dignidade conquistada ao longo de décadas, ao ponto de o seu museu, retornando à condição de um restaurante (Assírios) , haver "perdido" precioso acervo,incluindo as placas comemorativas que foram "arrancadas" das paredes do foyer e do hall. Só Deus sabe aonde foram parar!!!Alguns dizem que se encontram "preservadas" num galpão no bairro de Jacarepaguá e, até mesmo no Cemitério do Caju, alguns bustos de sopranos, confundidas com a Virgem Maria,embelezando os túmulos,foram encontrados...
Superada a fase portenha, ainda que elogiosa sob o ponto de vista artístico, a reação da classe interessada obteve alguns trunfos, registrando-se momentos de elevada conceituação em torno da reputação do Municipal.
Pouco a pouco, a partir do governo Collor, o descaso pela música erudita acentuou-se,inclusive pela extinção de órgãos e entidades de relevante expressão.A pior fase, sem dúvida,aí está, na mais evidente consequência de uma política desinteressada em apoiar projetos culturais, entendidos como elitistas.O que não passa de demagogia, estribada num desatinado populismo,responsável pela indigência que se verifica dentre os mais desfavorecidos.
O DESCALABRO
A imprensa divulga sob título garrafal, o estado de miséria do Municipal carioca:"...salários de bailarinos e músicos atrasam e obrigam profissionais a viver de bicos..."E o exímio primeiro bailarino Felipe Moreira,de memoráveis performances, divide o palco com um táxi que dirige, para manter suas contas em dia".A desolação invadiu as dependências do teatro, deixando-o à mercê da sua própria sorte, sem recursos, sequer, para despesas de custeio, é o que parece.É o caos que causa indignação social, quando se ouve dizer de tanta ladroeira; de recentes governadores do Rio que extorquiram o erário, sem o mínimo de respeito aos interesses públicos.Autênticos ladrões, desonestos nas suas atitudes, à frente de poderosos cargos. Eleitos pelo povo, através da falsidade ideológica(mentiras) que souberam enredar com finalidades ilícitas. E pensar que, por muito menos, Maria Antonieta e Luiz XVI acabaram na guilhotina,graças à Revolução Francesa...Que no Brasil, haja justiça e restauração do estado de direito democrático, atualmente confundido com programada desordem para a adoção de uma ditadura, talvez mais grave que a venezuelana.
O IDEAL CONTINUA
E continua valendo-se da predestinação de talentosos e idealistas artistas, ovacionados semana passada, quando as portas do Municipal se abriram (à duras penas) para a apresentação da empolgante "Carmina Burana" de Carl Orff, de supremacia coralista, consistente massa sinfônica e magistral regência.Heróica a apresentação da bailarina Viviane Barreto que, a despeito do oitavo mês de gravidez em que se encontra,esteve exuberante no cumprimento de uma coreografia de extrema dificuldade. Bravíssima!!!
O mínimo que se pode dizer é que o país convive com inusitado descalabro cultural.É o que se depreende do noticiário da imprensa escrita, televisiva ou radiofônica.Notadamente a cidade do Rio de Janeiro, nossa portentosa sala de visitas;que encanta o mundo não só pela beleza natural, como pelas incomparáveis manifestações artísticas, lideradas pelo Carnaval,é a grande vítima da corrupção. Na mesma sintonia, o seu Theatro Municipal, cuja história desponta riquíssima, desde a sua fundação nos primórdios do século 20, encontra-se assolado, praticamente destruído!Edificação predominante na Cinelândia, lembra o L'Opera, de Paris.Não só pela arquitetura de requintado gosto, como por sua tradição, de incomparável valor artístico e cultural, demonstrada por uma programação diária. Óperas, balés, concertos, recitais, teatro,enfim, toda gama que emoldura a grandeza de um povo,a nobre Casa exibe com o justo orgulho de um das mais destacadas do mundo.
Convivi de perto com satisfatório clima que existia naquele "templo da música", tendo conhecido um dos seus mais aclamados diretores. Murilo Miranda, assim como Adolpho Block, Matheus Torloni, José Mauro de Vasconcellos, dentre outros tão ilustres que deixaram indeléveis marcas de gestões exemplares. Na direção artística- o grande suporte de um teatro- a maestrina Cláudia Morena desponta defensora de prodigioso exercício, sobretudo dos intérpretes. Historicamente, Gabriella Besanzoni Lage, terá sido, sem nenhuma dúvida,a mais valorosa das diretoras.Haja visto que Paulo Fortes foi uma das revelações incentivadas por ela.Ademais, considerada a nossa maior "Carmen" de todos os tempos,título ostentado no Theatro Municipal. Cantores e cantoras, também preparados por ela, na condição de co-repetidora das grandes montagens líricas. Co-repetidor é a pessoa incumbida de passar todo repertório,avaliando as possibilidades de um cantor ou uma cantora, ao mesmo tempo corrigindo deficiências e apontado acertos.Em suma, responsável pelo aprimoramento interpretativo dos que executam papéis complexos, nos diversos espetáculos de uma temporada.Função que Cláudia Morena exerceu por longo tempo,com absoluta capacidade.
A ópera é considerada a mais abrangente das encenações teatrais.Envolve maestros, regisseurs, bailarinos, cenografistas, estilistas(guarda-roupa), iluminadores, coreógrafos, além dos cantores.Entre nós, ao contrário de muitos países, compete ao estado definir dotações orçamentárias para acobertar as decorrentes despesas.Consequentemente, o governo acaba assumindo o poder de nomear elementos para a sua direção,nem sempre coerentes com os objetivos da instituição, gerando prejuízos à consecução dos seus objetivos.
O Municipal é, por excelência, um teatro lírico. Ou seja, destinado à ópera e congêneres.Para tanto, não pode prescindir dos chamados "Corpos Estáveis" que são a orquestra, o balé e o coro. Sem os quais, não é possível levar adiante a montagem de um espetáculo de tal envergadura. Bom lembrar que toda essa gama de intérpretes dedica tempo integral ao seu trabalho. No mínimo, oito horas de jornada diária, incluindo às vezes, os sábados, domingos e feriados no calendário de "dias úteis".E os ensaios costumam ocorrer noite e madrugada adentro!!!
Nada menos que tamanho esforço e persistente abnegação,definem o caráter profissional dos que prestam a sua contribuição( ou até mesmo a própria vida), em prol da edificação da nossa grandeza musical. Impossível seria relacionar tantas celebridades, nas quais se incluem integrantes internacionais, como Enrico Caruso ou Claudia Muzzio que adoraram o Brasil!
Ao que se sabe, o nosso principal teatro começou a sofrer prejuízos à época em que esteve fechado para reformas,pela década de l980.Ao ser re-inaugurado,houve por bem a sua administração convidar elementos do Colón de Buenos Aires, para promover temporadas. As queixas foram inúmeras,na medida em que os nossos artistas passavam a ser "analisados" por uma equipe alienígena, às vezes prepotente e intolerante.Excetua-se o maestro Cellaro, reconhecedor do mérito de consagrados solistas pátrios.Estes mesmos solistas-dentre os quais o próprio Fortes- que acabaram pelo país afora, de norte a sul e do leste ao oeste, apresentando-se, como eles próprios diziam "de maneira mambembe".Tiveram o beneplácito do então ministro Ney Braga,homem de evidente sensibilidade e senso de justiça.
Para sumarizar,o Municipal foi perdendo a dignidade conquistada ao longo de décadas, ao ponto de o seu museu, retornando à condição de um restaurante (Assírios) , haver "perdido" precioso acervo,incluindo as placas comemorativas que foram "arrancadas" das paredes do foyer e do hall. Só Deus sabe aonde foram parar!!!Alguns dizem que se encontram "preservadas" num galpão no bairro de Jacarepaguá e, até mesmo no Cemitério do Caju, alguns bustos de sopranos, confundidas com a Virgem Maria,embelezando os túmulos,foram encontrados...
Superada a fase portenha, ainda que elogiosa sob o ponto de vista artístico, a reação da classe interessada obteve alguns trunfos, registrando-se momentos de elevada conceituação em torno da reputação do Municipal.
Pouco a pouco, a partir do governo Collor, o descaso pela música erudita acentuou-se,inclusive pela extinção de órgãos e entidades de relevante expressão.A pior fase, sem dúvida,aí está, na mais evidente consequência de uma política desinteressada em apoiar projetos culturais, entendidos como elitistas.O que não passa de demagogia, estribada num desatinado populismo,responsável pela indigência que se verifica dentre os mais desfavorecidos.
O DESCALABRO
A imprensa divulga sob título garrafal, o estado de miséria do Municipal carioca:"...salários de bailarinos e músicos atrasam e obrigam profissionais a viver de bicos..."E o exímio primeiro bailarino Felipe Moreira,de memoráveis performances, divide o palco com um táxi que dirige, para manter suas contas em dia".A desolação invadiu as dependências do teatro, deixando-o à mercê da sua própria sorte, sem recursos, sequer, para despesas de custeio, é o que parece.É o caos que causa indignação social, quando se ouve dizer de tanta ladroeira; de recentes governadores do Rio que extorquiram o erário, sem o mínimo de respeito aos interesses públicos.Autênticos ladrões, desonestos nas suas atitudes, à frente de poderosos cargos. Eleitos pelo povo, através da falsidade ideológica(mentiras) que souberam enredar com finalidades ilícitas. E pensar que, por muito menos, Maria Antonieta e Luiz XVI acabaram na guilhotina,graças à Revolução Francesa...Que no Brasil, haja justiça e restauração do estado de direito democrático, atualmente confundido com programada desordem para a adoção de uma ditadura, talvez mais grave que a venezuelana.
O IDEAL CONTINUA
E continua valendo-se da predestinação de talentosos e idealistas artistas, ovacionados semana passada, quando as portas do Municipal se abriram (à duras penas) para a apresentação da empolgante "Carmina Burana" de Carl Orff, de supremacia coralista, consistente massa sinfônica e magistral regência.Heróica a apresentação da bailarina Viviane Barreto que, a despeito do oitavo mês de gravidez em que se encontra,esteve exuberante no cumprimento de uma coreografia de extrema dificuldade. Bravíssima!!!
segunda-feira, 19 de junho de 2017
A ENFERMIDADE SOCIAL DO BRASIL
Durante o curso de Ciências Econômicas, dentre eméritos professores,jamais me esqueço do dr. José de Faria Tavares.De elevada postura intelectual e evidente seriedade, cobrava-nos, sem quaisquer condescendências,o dever de aprender.Fazia arguições orais, sorteando o expositor que deveria falar para a turma.Numa bela manhã de primeira aula às sete horas, sobrou prá mim.Um susto! Ele, muito honestamente, colocava tão somente algum tema em torno do qual já havia ensinado em aula.Ainda assim, não era nada fácil... Chamou-me para ocupar sua cadeira(como se eu fosse dar uma aula); assentou-se na minha carteira, enquanto meus colegas me "gozavam" com aquelas caras de desafiante deboche.Eu muito pálido, tão magro,sorria sem graça, dominado pelo pavor de falar besteiras e levar, seguramente, um xingamento daqueles! Então o professor colocou o ponto: "Você discorrerá sobre a epistemologia do objeto da Sociologia. Minha situação ficou ainda pior, sem saber o que seria aquela palavra tão esquisita.Olhei bem para o austero Tavares e perguntei: " ...episte, o que, professor? Ele acabou rindo e, generosamente, explicou que se trata dos estudos críticos, dos princípios e das hipóteses das ciências já constituídas.A situação ficou pior para mim,mas, logo o mestre deixando de lado certo sadismo, abriu o jogo e disse: "...o que você sabe a respeito dos pensadores da sociologia?"Lembrando-me do que se tratava, fui adiante, começando por Comte e Spenser.Em seguida, falei de outros como Gabriel Tarde, Emile Durkein, mas, não deixei a "peteca cair" totalmente.
Analisando a gravíssima situação brasileira dos últimos anos, busco, justamente nas proposições de Comte e Spenser,bem alinhavadas por outro notável mestre Emílio Moura que, através da Cadeira intitulada "História do Pensamento Econômico",comparava o organismo social ao humano.Aliás,a correlação com o pensamento dos referidos filósofos, despontava clara e curiosa.Noutras palavras,para os chamados fisicistas, como se depreende dos ensinamentos de Comte e Spenser- assim como o nosso corpo- o "corpo social" também é vulnerável às enfermidades, algumas letais.
É isso aí. O "corpo social" do Brasil está assolado por uma doença quase incurável.E o pior, é concluir que tudo decorreu de inusitada corrupção ativa e passiva, envolvendo quase todo universo político, nos níveis governamentais.É o "corpo social"consumido pela enfermidade que não é apenas física.É, sobretudo, moral.Porque antes da miséria, entra a desonra.
No exercício de um dever patriótico, compareço às urnas.Ano que vem, teremos eleições diretas, o único remédio para a recuperação do moribundo"corpo social", é claro, depois que essa camarilha estiver encarcerada ou banida do país.
Analisando a gravíssima situação brasileira dos últimos anos, busco, justamente nas proposições de Comte e Spenser,bem alinhavadas por outro notável mestre Emílio Moura que, através da Cadeira intitulada "História do Pensamento Econômico",comparava o organismo social ao humano.Aliás,a correlação com o pensamento dos referidos filósofos, despontava clara e curiosa.Noutras palavras,para os chamados fisicistas, como se depreende dos ensinamentos de Comte e Spenser- assim como o nosso corpo- o "corpo social" também é vulnerável às enfermidades, algumas letais.
É isso aí. O "corpo social" do Brasil está assolado por uma doença quase incurável.E o pior, é concluir que tudo decorreu de inusitada corrupção ativa e passiva, envolvendo quase todo universo político, nos níveis governamentais.É o "corpo social"consumido pela enfermidade que não é apenas física.É, sobretudo, moral.Porque antes da miséria, entra a desonra.
No exercício de um dever patriótico, compareço às urnas.Ano que vem, teremos eleições diretas, o único remédio para a recuperação do moribundo"corpo social", é claro, depois que essa camarilha estiver encarcerada ou banida do país.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
FRANCISCO MIGNONE POR FERNANDO ARAÚJO E CELSO FARIA
Os conceituados violonistas Fernando Araújo e Celso Faria confirmaram virtuosismo musical no Teatro Bradesco, do Minas Tênis Clube. Numeroso público e calorosos aplausos, marcaram o evento.
Nada mais interessante que a master-class,proferida por Araújo(numa brilhante tese de doutorado), abordando obras recém-descobertas do genial Francisco Mignone(l897-l968). Pianista,chefe de orquestra e compositor, de descendência italiana,o romântico autor herdou do pai o gosto pela música,iniciando estudos com Sílvio Motto.No Conservatório de S.Paulo,destacou-se como excelente aluno de Savino de Benedictus e Agostinho Cantú.
Autor de memoráveis páginas,sobressaem-se o Poema Sinfônico "Caramuru" e a "Suíte Campestre", bem como as valsas brasileiras e manifestações sertanejas, de boníssimo gosto.
Em Milão, aperfeiçoou-se , tendo trabalhado ao lado de Vicenzo Ferroni. Enquanto, em l920, escrevia sua primeira ópera "O Contador de Diamante", apresentada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro,em l924, sob grande admiração de Richard Strauss, em turnê pelo Brasil.Atualmente esquecida das nossas temporadas, como ocorre em relação a outras partituras de portentosos mestres.
Refiro-me a Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno,Camargo Guarnieri,Heckel Tavares,Arthur Napoleão,Henrique Oswald Arthur Bosmanns, Hostílio Soares,Fructuoso Vianna, Guerra Peixe,Waldemar Henriques e uma expressiva gama de legítimos representantes da nossa grandeza cultural,na qual se inclui até mesmo Villa-Lobos com suas óperas praticamente inéditas!Eis o Brasil de hoje,onde não se aprende mais, nas escolas, nem mesmo o Hino Nacional, para sequer,cogitar da heráldica pátria verde-amarela, algumas vezes substituída pela cor vermelha.Alheia às convicções histórias e patrióticas deste país que se considera "abençoado por Deus".Este mesmo Deus que haverá de promover a justiça de que tanto carecemos.Que"tarda, mas, não falta"(...).
De volta a Mignone,além de gigantesca produção instrumental, escreveu representativas partituras para canto, sempre cogitadas por nossos maiores cantores.Dentre eles,a consagrada soprano Lia Salgado que, sob os acompanhamentos pianísticos do próprio autor, deixou belíssimas gravações. Aí repousa elogiável inspiração interpretativa de Araújo e Faria, numa exposição deveras lúcida, de irretocável didática, relativa às recém descobertas obras de Mignone,em manuscritos de Buenos Aires.
Na execução de complexas partituras,superaram dificuldades, alcançando digno patamar, de reconhecimento internacional.Comparáveis aos maiores do mundo,conferiram ao difícil instrumento a devida importância, nem sempre considerada por excepcionais oportunistas que se intitulam violonistas...
Dos mais empolgantes momentos, foi, para mim, a execução por Araújo, de uma das 12 "Valsas de Esquina", das mais encantadoras que guardo na memória, desde a minha infância.Ocasião em que ouvia o meu pai maestro Francisco Buzelin executá-la ao piano.E, agora, ouço-a numa transcrição para o violão, muitíssimo emocionado!
Enalteço o mérito de Márcia Francisco, na produção e assessoria de imprensa do espetáculo que contou, ainda, com a assistência da sua linda filha Gabriela Francisco, tão jovem quanto eficiente.
PALHANO JR.
O que me traz enorme ternura, é lembrar que o Minas Tênis Clube teve o seu primeiro e inesquecível Departamento Cultural,conduzido magistralmente por José Palhano Júnior, de exclusivo ideal e pioneirismo.Por alguns anos consecutivos, semanalmente, levava a efeito ali (com entrada franca),exposições de pintura, palestras, recitais e concertos, congregando os mais aclamados artistas brasileiros e, até mesmo, alguns internacionais.
Talvez eu esteja equivocado.Mas, não consigo ver nenhuma referência- ao menos uma placa no espaço que ele tanto almejou- em sua homenagem.Cheguei até mesmo,à época da construção do aludido teatro, sugerir pela imprensa que deveria se chamar "Teatro Palhano Júnior", sem haver colhido nenhum êxito nesta proposta.
Mas, o que importa é que ele tenha realizado um trabalho de elevado teor,não só projetando novos e veteranos valores, mas, acima de tudo, o próprio Minas Tênis Clube!
Quem busca referências na Internet em torno da memória de célebres intérpretes eruditos,poderão visualizar referências que fazem às suas atuações no Minas Tênis, por iniciativa de Palhano Jr. jamais esquecido pela nossa sociedade de elevada condição sócio-cultural.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
MORRE JORGE BASTOS MORENO
A página quase em branco representa o profundo pesar, de impossível alento, quando a notícia chega tão triste, sem retrocesso.Deixa saudade. Revigora a admiração.Mas não consegue consolar...Eis o doloroso registro que me penaliza fazer, lamentando o falecimento de JORGE BASTOS MORENO, o repórter dos repórteres.Mestre maior de todos nós que aspiramos o jornalismo como função.Que repouse em paz, na graça de Deus!
MEMÓRIA - MARIA HELENA BUZELIN - RESGATES
Aclamada cantora brasileira de prestígio internacional, o soprano Maria Helena Buzelin é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde nasceu em 25 de maio do ano de 1931.
Descende de família musicalmente ancorada por sua bisavó Maria Emília Horta Buzelin, pianista virtuosa de Ouro Preto, então capital mineira. Foi admirada pela Corte, por Dom Pedro II!
O avô José Emílio Horta Buzelin e o pai, maestro Francisco de Assis Horta Buzelin, intérpretes e compositores reconhecidos pelo talento de nata vocação. Autores de valsas, canções, hinos, enfim vasto repertório. Certamente transmitiram à família o gosto pelas artes, notadamente a música.
Em 1950 casou-se com Dalnio Teixeira Starling. Grande admirador de sua arte, foi sobre tudo companheiro da cantora até o final da sua vida, tendo sido também o incentivador e cuidadoso observador deste projeto de memória.
A FORMAÇÃO
Desde a infância, Maria Helena Buzelin mostrou-se fascinada pelo canto, tendo sido premiada pela Rádio Guarani, em sua terra natal. O fato ocorreu num programa infantil comandado pelo conceituado comunicador Rômulo Paes. Oportunidade em que interpretou trechos de operetas e uma valsa de seu avô.
Mais tarde, iniciou seus estudos no Conservatório Mineiro de Música (atual Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), graduando-se professora em Música e Canto.
Teve como sua mestra Eugênia Bracher Lobo, que desde logo, se apercebeu do talento daquela promissora jovem.
No Rio de Janeiro – para onde se transferira – fez o curso de Pedagogia na Escola Nacional de Música, simultânea e sucessivamente aperfeiçoando conhecimentos sobre a arte do canto com o maestro austríaco Maximilliano Hellmann. De austera exigência e irrepreensível disciplina, o mestre orientou sua aluna em direção ao sucesso.
Assim não só concluiu o Curso de Professora de Música como se preparou para alçar decisivos vôos.
Desde a infância, Maria Helena Buzelin mostrou-se fascinada pelo canto, tendo sido premiada pela Rádio Guarani, em sua terra natal. O fato ocorreu num programa infantil comandado pelo conceituado comunicador Rômulo Paes. Oportunidade em que interpretou trechos de operetas e uma valsa de seu avô.
Mais tarde, iniciou seus estudos no Conservatório Mineiro de Música (atual Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), graduando-se professora em Música e Canto.
Teve como sua mestra Eugênia Bracher Lobo, que desde logo, se apercebeu do talento daquela promissora jovem.
No Rio de Janeiro – para onde se transferira – fez o curso de Pedagogia na Escola Nacional de Música, simultânea e sucessivamente aperfeiçoando conhecimentos sobre a arte do canto com o maestro austríaco Maximilliano Hellmann. De austera exigência e irrepreensível disciplina, o mestre orientou sua aluna em direção ao sucesso.
Assim não só concluiu o Curso de Professora de Música como se preparou para alçar decisivos vôos.
A CARREIRA
Estudante em Belo Horizonte , já participava de audições, recitais e concertos, inclusive no Rio de Janeiro.
Sua dedicação à musica de refinado teor de erudição, proporcionou-lhe organizar e divulgar repertórios cameristas dos grandes mestres, nossos e de outros países. Do barroco ao contemporâneo; de Bach a Villa-Lobos, ou Debussy e Guarnieri, passando por infinita gama de outros como Mozart, Gluck, Purcel, Santoliquido, Schubert, Beethoven, enfim o que de mais notável existe no gênero.
Em 1956 foi laureada no Grande Concurso Nacional de Canto, promovido pela Rádio Ministério da Educação e Cultura - Rádio MEC – do Rio de Janeiro, alcançando a segunda colocação da categoria.
Foi então que, como prêmio, participou de concerto, acompanhada pela Orquestra da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, sob regência do maestro Léo Perachi. Foi também premiada com uma série de recitais da Rádio MEC, no Rio.
Os acompanhamentos pianísticos elogiosamente referidos pela crítica ficaram a cargo do maestro Francisco de Assis Horta Buzelin, seu genitor e pioneiro mestre que a acompanhou, inclusive em apresentações públicas memoráveis.
Da rica bagagem envolvendo além dos já citados, outros autores tais como Fauré, O.Respighi, Obradors, Mignone, Alberto Nepomuceno, a cantora soma o que se pode chamar de universo de partituras adequadas à tessitura de puro soprano lírico.
Histórica e efetivamente ligada a Minas Gerais, já havia integrado elencos da Sociedade Coral de Belo Horizonte desde sua inauguração, em primeiro de agosto de 1950.
Por intermédio de Murilo Badaró, consagrado barítono mineiro, o conhecido Ricardo Vilas, presidente da aludida entidade, foi convidada a viver o papel de “Mimi”, da ópera “ La Bohème ”, de Puccini, sob a regência do insigne maestro Sebastião Vianna, na temporada lírica de 1959, da Capital das Alterosas.
Uma estréia que a revelou grande aquisição para a cena lírica. Talentosíssima cantora de pianíssimos límpidos, voz cristalina, afinação esmerada, graves, médios e agudos plenos e audíveis. Além da belíssima presença nesta heroína pucciniana. Foram os conceitos assinalados pela crítica especializada local, tida ilustre em todo o Brasil.
A partir do imortal Carlos Drummond de Andrade, seguido por críticas da verve de Luiz Portugal (Wilson Simão), Luiz Aguiar, F. Machenner, Haydèe Cintra, José Palhano Jr., João Ettiènne Filho, Antero de Alencar, Itamar de Faria, Alberto Deodado, R. Franck, Marchesa de Lucca. O nome da Buzelin já se alcunhava “prima-dona” de raros méritos.
Ademais, a atriz impôs aos seus subseqüentes papéis características teatrais de dramática performance. Assim se sucederam “Violeta Valery” da “ La Traviata ” de Verdi, “Cio-Cio-San” de “Madame Butterfly”, de Puccini, ou “Nedda”, dos Palhaços, de Leoncavallo.
Concomitantemente às montagens operísticas, interpretava complexas partituras como “Eurídice”, de “Órfeu e Eurídice” de Gluck e “Pamina”, da “Flauta Mágica”, de Mozart, apresentados sob a forma de oratório. Esta, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro mereceu os aplausos do público e da crítica, tendo Renzo Massarani, do Jornal do Brasil, revelado admiração à cantora. Cantora que, por delongados anos, se tornaria célebre. Não só Massarani, como D´OR, do Diário de Notícias; Carlos Dantas, da Tribuna da Imprensa; Eurico N. França, do Correio da Manhã; Marques Porto; Antônio Hernandes; Ronaldo Miranda; Magdala Gama Oliveira, Teresa del Moro, como Andrade Murici e Ayres de Andrade a elegeram primorosa “Cio-Cio-San”. Título ratificado em cena aberta pela incomparável Violeta Coelho Netto de Freitas, que sob forte emoção levou seu cetro e o entregou nas mãos da Buzelin. Ocorreu numa récita, na década de 1970, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
A partir daí, Maria Helena Buzelin foi aclamada a melhor intérprete da meiga japonesa, nas vestes que reprisou por muitas vezes, com absoluto êxito!
Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo , Belo Horizonte, Porto Alegre e nos grandes centros brasileiros, americanos e europeus, Maria Helena se notabilizou através de interpretações que faziam a fama dos melhores cantores do mundo.
Em Genebra, pelo empresário Jean Cordey, teve o seu nome incluído numa relação de primeiro mundo ao lado de Plácido Domingo, Maria Chiara, dentre outros.
No Brasil, na condição de 1ª soprano do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, destaca-se sua inclusão em eventos de magna importância. Não só em óperas, mas em concertos, oratórios, missas e congêneres. “Stabat Matter”, de Pergolesi, ao lado de Maria Lúcia Godoy, de irrefutável brilho. Sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsk, Orquestra da Rádio MEC e coro “Cleofe Person”, relevante destaque.
Marcantes também, suas atuações na “Missa de Requien” do Padre José Maurício Nunes Garcia, com a Orquestra Sinfônica de São Paulo; a reinauguração da Sala Cecília Meirelles, com a Nona Sinfonia de Beethoven e a Orquestra Sinfônica Brasileira. Ambos os eventos sob a batuta do grande maestro Eleazar de Carvalho. Com o próprio Eleazar empreendeu outras atividades, inclusive em São Paulo.
Maria Helena Buzelin estreou nas Temporadas Líricas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1964, ao lado do extraordinário tenor Assis Pacheco, nas vestes de “ Mimi” , da “ La Bohème ”, de Puccini. Reeditou, pois, num patamar bem superior a heroína que vivera em Belo Horizonte em 1959.
No referido teatro percorreu outros papéis femininos centrais, com êxito, além de “Mimi”:
- “Nedda”
(Palhaços), de Leoncavallo;
- “Cio-Cio-San”
(Madame Butterfly), de Puccini;
- “Violeta Valery”
( La Traviata ), de Verdi;
- “Alice Ford”
(Falstaff), de Verdi;
- “Leonora”
(Fidélio), de Beethoven;
- “Micaela”
(Carmen), de Bizet;
- “Zerlina”
(Don Giovanni), de Mozart;
- “Pamina”
(A Flauta Mágica), de Mozart;
-“Margherite" (Fausto), de Gounoud. Por ocasião do Seqüicentenário da Independência do Brasil, com elenco do L´Opera de Paris.
(Palhaços), de Leoncavallo;
- “Cio-Cio-San”
(Madame Butterfly), de Puccini;
- “Violeta Valery”
( La Traviata ), de Verdi;
- “Alice Ford”
(Falstaff), de Verdi;
- “Leonora”
(Fidélio), de Beethoven;
- “Micaela”
(Carmen), de Bizet;
- “Zerlina”
(Don Giovanni), de Mozart;
- “Pamina”
(A Flauta Mágica), de Mozart;
-“Margherite" (Fausto), de Gounoud. Por ocasião do Seqüicentenário da Independência do Brasil, com elenco do L´Opera de Paris.
Seu nome passou a ser cogitado para compor elencos em outras cidades e capitais brasileiras, ou participar de eventos musicais de fôlego. “Desdemona”, de Otello, de Verdi, em forma de oratório ao lado de Assis Pacheco e Wilson Simão, em Belo Horizonte , mediante empreendimento do produtor cultural José Palhano Jr., cuja empresa dela cogitou para inúmeras outras atuações.
Da mesma forma, no Rio de Janeiro e outras metrópoles, apresentou-se como solista ou recitalista, lembrando que antes mesmo da sua estréia no Municipal como “Mimi” já havia marcado expressiva presença naquele teatro. Assim obteve elogios da crítica com a “Missa de Requién”, de Mozart, regida pelo consagrado maestro mineiro Carlos Eduardo Prates.
O Brasil por ela percorrido a aplaudiu em Manaus, Belém, Recife, Natal, São Luis, Brasília, Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, além de sua terra natal e outras cidades dos nossos estados. Reiteradamente acompanhada por pianistas de elevada categoria: Hermelindo Castello Branco, Izolda Garcia de Paiva, maestro Sérgio Magnani, maestrina Cláudia Morena e seu pai o maestro Francisco de Assis Horta Buzelin (*), por ela considerado o primeiro dos primeiros incentivadores e mestres de sua formação.
(*) Francisco de Assis Horta Buzelin (04/10/04 – 30/08/80) homem de virtudes e formação singulares. Graduado em Regência pelo Conservatório Mineiro de Música - BH. Casou-se com a senhora Helena Brito Buzelin, natural de Ouro Preto, MG, nascida em 26/08/08) . Professora, bibliotecária e escritora (“Otirb”) . O maestro exerceu cargos relevantes na administração pública de Minas Gerais e federal. Autor do “Hino a Belo Horizonte”, em parceria com o poeta Honório Silveira Netto.
Uma das mais marcantes atuações de Maria Helena Buzelin, ocorreu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em homenagem a Léo Perachi. Sob a lúcida e aclamada regência do mestro Henrique Morelenbaum, cantou o Moteto “Exultate Jubilate”, de Mozart, em 1962.
Rapidamente, integrou o estrelato da nossa principal “Opera House”, o Municipal Carioca, colocando-se no nível de aclamados cantores como Diva Pieranti, Paulo Fortes, Ida Micolis, Zacharia Marques, Assis Pacheco, Aracy Belas Campos, Carmen Pimentel, Lourival Braga, Alfredo Colósimo, Constante Morret, Maria Henriques e Nelson Portela. Alguns de exaustiva e respeitável relação.
Proclamados regentes conduziram-na sob a admiração e respeito por seu desempenho. Notadamente Santiago Guerra, Mario de Bruno, Sergio Magnani, Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Henrique Morelenbaum, e Jacques Pernod, do L´Opera de Paris.
Em l975, com o fechamento do Teatro Municipal do Rio de Janeiro para sua reforma - situação em que o mesmo iria permanecer fechado por considerável período - interromperam-se as atividades operísticas ali realizadas sob forma de temporadas líricas oficiais, a cada ano. Tal fato teve enorme repercussão no meio dos artistas que se dedicavam à ópera, causando desânimo geral, pela falta de mercado de trabalho que ocasionou no setor. Em vista disso, Maria Helena Buzelin, Diva Pieranti, Paulo Fortes, Ruth Staerk, Zacharia Marques , idealizaram apresentar óperas de forma resumida que denominaram “mini óperas”, acompanhadas ao piano.Tais “minióperas” eram narradas pelo festejado Nonelli Barbastefano. Projeto que mereceu do então ministro da Educação Ney Braga, total apoio. Assim, o grupo percorreu todo o país, com grande êxito. Da mesma forma, foi mantida a chama da atividade operística.Enfim, meritório esforço do grupo de artistas, todos com muita disposição nesta militância de dedicação à música.
Por iniciativa da Sociedade dos Artistas Líricos (SALB), então sob a presidência do cantor João Carlos Ditert e com a participação de Maria Helena Buzelin e outros cantores de primeira linha, foi iniciada também uma série de espetáculos, de freqüência semanal, no Teatro “Glauce Rocha” (Rio), a que se deu o nome de “Segundas Líricas”. Espetáculos que apresentaram árias, duetos e outros trechos das grandes óperas, atraindo considerável público. Nada menos que mais uma tentativa para que a ópera não sofresse solução de continuidade no Rio de Janeiro.
Enquanto o Municipal esteve fechado, levou-se à cena no Teatro “João Caetano” (Rio), a ópera “O Homem Só”, de Camargo Guarnieri. Maria Helena Buzelin, ao lado de Fernando Teixeira, notável barítono brasileiro, amealhou um dos seus mais expressivos triunfos, pela versatilidade de três personagens.
Nesse período, inúmeros foram os espetáculos cameristas realizados na Sala “Cecília Meireles” (Rio), nos quais Maria Helena Buzelin atuou. Dentre eles,
- “Stabat Mater“, de Pergolesi, com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência ilustríssima de Alceo Bocchino;
- “Matinas do Apóstolo S.Pedro”, do Pe. José Maurício Nunes Garcia, sob a regência admirável do maestro Júlio Medaglia;
- “Pequena Missa Solene”, de Rossini, com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, regida por Alceo Bocchino.
- “Matinas do Apóstolo S.Pedro”, do Pe. José Maurício Nunes Garcia, sob a regência admirável do maestro Júlio Medaglia;
- “Pequena Missa Solene”, de Rossini, com a Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, regida por Alceo Bocchino.
A partir da sua reabertura, o Teatro Municipal Carioca passou a realizar espetáculos de modo descontínuo, descaracterizando temporadas. Foi então que Maria Helena Buzelin participou como “Zerlina”, de “D.Giovanni” e “Pamina”, da “Flauta Mágica”, ambas de Mozart, e “Micaela”, da “Carmen”, de Bizet.
Sucederam-se vários recitais, destacando-se os realizados na Sala “Cecília Meireles”(Rio), acompanhados pelo emérito pianista Hermelindo Castello Branco; na Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro, com a insigne professora e pianista Cláudia Morena. Esta que, ainda, acompanhou a cantora em dois concertos no Museu de Arte de São Paulo.
Além do Rio e de São Paulo, Maria Helena Buzelin era convidada a atuar em outras capitais brasileiras, sobretudo em Belo Horizonte pelo Palácio das Artes ou nos auditórios do Minas Tênis Clube e do Pampulha Iate Clube, sob a coordenação do exímio produtor Palhano Jr.
Sem quaisquer solenidades, pode-se dizer que sua despedida dos palcos líricos ocorreu em Belo Horizonte , em 1984, revivendo “Micaela”, na ópera Carmen, de Bizet, sob aclamação da crítica e do público.
Foram 25 anos de frutífera carreira, ao longo dos quais Maria Helena Buzelin amealhou respeitabilidade e admiração social. Acabou célebre e apontada como a mais cogitada e melhor “Butterfly” deste Brasil, seguindo os passos de Violeta Coelho Netto de Freitas!
Integram seu repertório de obras cameristas : “Dido e Enéias”, de Purcel, levado em Brasília com êxito, sob convite de Norma Sylvestre, no Teatro Nacional; “Bastien und Bastienne”, de Mozart, outro título que soube defender, desde o início da sua carreira em Minas Gerais.
Da sua obra fonográfica fazem parte “Jóias do Canto Brasileiro” e da “Brasiliana”, editada pela FUNARTE-Rádio MEC-Rio: “Antologia Romântica da Música Brasileira e “A Ópera na Corte Imperial”.
Gravou inúmeros programas para a TV Globo (Rio),tais como “Concertos para a Juventude”, dirigidos por Marlos Nobre; “Madame Butterfly”,como miniópera. Gravou , ainda, pela Funarte, a ópera “O Homem Só”, exibida nas praças cariocas.Participou, também, de programas conduzidos por Flávio Cavalcanti, Bibi Ferreira e Jota Silvestre (Rio).
Em Belo Horizonte , deixa acervo televisivo e fonográfico editados pela extinta TV Itacolomi, dos Diários Associados e pela Rádio Inconfidência (óperas completas levadas pela Sociedade Coral de Belo Horizonte, no Teatro Francisco Nunes).
Várias vezes foi premiada com o “Orpheu” (melhor soprano das temporadas líricas em Belo Horizonte ); Personalidade do Ano, (JB-Rio) por sua atuação em “Falstaff”, no Municipal; Colar do Mérito Artístico de Minas Gerais, no Grau Oficial, conferido pelo Collegium Artium da Fundação “Clóvis Salgado” em Belo Horizonte , bem como a Medalha de Honra desta cidade.
Foi solista das seguintes Orquestras:
-Teatro Municipal do Rio de Janeiro;
-Sinfônica de São Paulo;
-Sinfônica de Minas Gerais;
-Sinfônica Brasileira;
-Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília;
e
-Sinfônica de São Paulo;
-Sinfônica de Minas Gerais;
-Sinfônica Brasileira;
-Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília;
e
Sinfônica Nacional da Rádio MEC (Rio).
Atuou sob a regência dos seguintes Maestros:
Eleazar de Carvalho,
Sérgio Magnani,
Santiago Guerra,
Henrique Morelenbaum,
Mário de Bruno,
Emílio César de Carvalho,
Jacques Pernod,
Carlos Eduardo Prates,
Isasc karabchevsky,
Júlio Medaglia
e
Sebastião Vianna.
Sérgio Magnani,
Santiago Guerra,
Henrique Morelenbaum,
Mário de Bruno,
Emílio César de Carvalho,
Jacques Pernod,
Carlos Eduardo Prates,
Isasc karabchevsky,
Júlio Medaglia
e
Sebastião Vianna.
Entre os principais pianistas que a acompanharam citam-se:
Francisco Buzelin,
Hermelindo Castello Branco,
Cláudia Morena,
Izolda Garcia de Paiva,
Willian Naboré,
e
Renata Cox.
Hermelindo Castello Branco,
Cláudia Morena,
Izolda Garcia de Paiva,
Willian Naboré,
e
Renata Cox.
Além de uma voz belíssima, de uma técnica de canto comparável às maiores cantoras do mundo, distinguiu-se pela perfeição de suas interpretações, sempre baseadas em meticuloso estudo e intensas práticas das obras e papéis que interpretou.
Em reconhecimento ao seu mérito, foi eleita e tomou posse em 26 de março de l993, como membro efetivo da Academia de Letras e Música do Brasil, sediada em Brasília-DF, para ocupar a Cadeira número 57 que tem como patrono Heckel Tavares e titular anterior a consagrada pianista Magdalena Tagliaferro.
Destacada nos meios musicais brasileiros, seu nome constitui referência elogiosa na configuração do canto lírico e camerista, bem como em relação à sua personalidade e ao seu caráter pessoal e profissional. Nessa trajetória de uma carreira palmilhada de lutas e êxitos, estendeu a mão a tantos quantos a procuraram na busca de orientação e até mesmo de preparação para o palco.
No exterior, tão logo chegou nos Estados Unidos, no início da década de 1960, foi recebida por Bidu Sayão, pelas mãos de Dora Vasconcellos e Nair Mesquita, adida cultural e assessora do Consulado Brasileiro em Nova Iorque , respectivamente.
Nesta oportunidade foi ouvida em audição restrita por Giuseppe Danise, diretor do Metropolitan Opera of New York, a própria Bidu Sayão e expressivas personalidades do mundo musical local.
Teria, no dia seguinte, feito audição no MET – NY, não fosse a lamentável e surpreendente morte de Danise, ocorrida naquela madrugada.
Contudo, tal fato não a impediu de percorrer na direção de outras apresentações que aconteceram em Kansas City e Texas, principalmente.
Em Leavenworth, Kansas, foi agraciada com a “chave de ouro”, da cidade, por haver cumprido programação filantrópica. Enquanto em solenidade oficial entoou o Hino Nacional Americano, sob aclamação, em glorioso momento da sua carreira.
Sólon Alberti, respeitado e conhecido educador, convidou-a a ilustrar palestras suas em Workshop sobre Ópera na Universidade de Kansas.
Na Europa, em Genebra, Suíça, fez programa pela rádio Suisse-Romande, tendo as gravações do mesmo sido irradiadas no Velho Mundo.
Assim Maria Helena Buzelin pode ser conhecida em Portugal, na França, na Itália, na Alemanha e em muitos outros países.
Em seu programa na Rádio Suisse Romande,em Genebra, foi acompanhada pelo pianista William Naboré, com o qual interpretou, entre outras peças, as “Bachianas número 5” (Ária e Cantilena) e “Inhapope”, de Villas-Lobo.
No mesmo programa foi acompanhada por Marlos Nobre, em três das suas próprias músicas.
Ao regressar dos Estados Unidos, protagonizou a ópera “ La Traviata ”, de Verdi, convidada pelo maestro Sergio Magnani e o empresário Wilson Simão, de Belo Horizonte.Foi um de seus maiores desempenhos, que lhe valeu múltiplos contatos em todo o Brasil.
Nos anos finais da sua vida, toda ela dedicada à arte musical, recebeu da ilustre cantora Maria Lúcia Godoy carinhoso incentivo de profunda e indisfarçável admiração, aliás, recíproca. Godoy procurou despertar no espírito e na consciência de Maria Helena Buzelin a necessidade, conveniência e oportunidade de se resgatar sua memória. Foi então que a própria Buzelin, no seu prazeroso recolhimento doméstico, iniciou o processo de seleção musical e textual da sua imensa e qualificada carreira.
Aqui, o registro dos agradecimentos à Godoy os quais Maria Helena Buzelin sempre fez questão de enfatizar.
Faleceu em Belo Horizonte no dia 02 de novembro de 2005, amparada pelo esposo, amigos e parentes.
Foi sepultada no Cemitério do Bonfim dessa cidade. Sua generosa alma, inclusive pela bondade e religiosidade, certamente estará diante de Deus, nos Céus, onde participa do coro angelical.
Devota que sempre foi de Nossa Senhora de Lourdes, não raramente emprestava sua voz aos templos durante as solenidades e os ritos eclesiásticos, acompanhada pela organista mineira Auxiliadora Franzen de Lima. No Rio, com a maestrina Cláudia Morena, habitualmente cantava em louvor a Deus.
" MARIA HELENA BUZELIN NÃO MORREU.
FICOU ENCANTADA,
COMO DIRIA
GUIMARÃES ROSA,
POETA MAIOR
DE MINAS GERAIS. "
FICOU ENCANTADA,
COMO DIRIA
GUIMARÃES ROSA,
POETA MAIOR
DE MINAS GERAIS. "
Assinar: Postagens (Atom)
ARQUIVO DO BLOG
QUEM SOU EU
- J. CARLOS BUZELIN
- BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS, BRAZIL
- Economista, advogado e crítico musical na imprensa mineira, com prestígio nacional.
FEEDJIT LIVE TRAFFIC FEED
Assinar:
Postagens (Atom)
O RETORNO Parafraseando o poeta, "depois de um longo e tenebroso inverno..." retorno a este blogger, inspirado que sou p...
-
Não foi outra, senão a mais justa e comovedora , a homenagem à memória do insigne maestro Carlos Eduardo Prates,ocorrida re...
-
O RETORNO Parafraseando o poeta, "depois de um longo e tenebroso inverno..." retorno a este blogger, inspirado que sou p...
-
Os conceituados violonistas Fernando Araújo e Celso Faria confirmaram virtuosismo musical no Teatro Bradesco, do Minas Tênis Clube. Numeros...




